Vivemos em um mundo de rótulos

andrew-shiau-283860

Você já parou para pensar o quanto rotulamos pessoas e situações? Porque fazemos isso o tempo todo, onde nos perdemos? Acredite, essa atitude está mais presente na sua vida do que você imagina. Como fugir disso?

 

 

norman-toth-171216

Já comentei em alguns textos sobre o nosso social e o quanto ele é repleto de estigmas idealizados e crenças limitantes. Para viver nesse ideal é preciso ser perfeito, ou seja, criar um lindo rótulo. O “pré-conceito “ é o precursor do “rótulo”, nós o criamos para as pessoas a nossa volta e é nele que nos escondemos das nossas verdades. Sempre foi muito fácil se esconder atrás desses rótulos porque deixo de ter contato comigo e com o outro. Acabo criando estigmas e esqueço que por trás desse estigma existe um ser humano, antes da cor, gênero, raça, escolha sexual ou doença. Às vezes valorizamos esse rótulo criado, talvez porque aprendemos a julgar a forma de existir. Normalmente quando externalizamos algo, é porque cultivamos isso internamente. Como? Repense, eles não vêm de fora para dentro, acontece de dentro para fora. O rótulo criado para pessoas ou situações, geralmente são coisas que você não aceita em si mesmo. Confuso?

james-baldwin-276255

 

Vamos lá! Nós estamos nos relacionado o tempo todo e trazemos para essas relações nossas crenças limitantes, valores aprendidos. Muitas das vezes acabamos colocando isso antes de realmente conhecer essas pessoas. São nesses momentos que você percebe o quanto se julga internamente. Dessa forma, acabamos transferindo para as nossas relações e criando esses rótulos cheios de “pré-conceito”, mas tudo isso nada mais é que a nossa incapacidade de olhar para nós mesmos. Dói saber disso e talvez você não irá aceitar de cara, mas repense esses rótulos que vieram de algum lugar.

alexandra-kirr-322679

Se você encontrar, acolha isso como seu, ame e agradeça por poder perceber. Antes de criar rótulos olhe para o outro de forma empática. Exerça isso! Tenho certeza que você conseguirá se olhar dessa forma. Não é fácil, mas se permita se atualizar e ressignificar.

Experiências difíceis reservam grandes aprendizados. Você já pensou sobre isso?

Cabe a você escolher encarar ou não essas experiências. Sabe aquela história que você tem vergonha ou evita contar para as pessoas com medo de como será visto? Então, essa história que você insiste em não resolver e esquecer e que volta e meia aparece no seu consciente como pingo d’água. Vamos repensa-la?

kate-williams-92906

Acredito que não será fácil revisitar essa história, pode ser que doa e machuque. Contudo, é nela que existem muitos aprendizados. Nossos fracassos nos dão feedbacks fantásticos. Como perceber isso?

Parece loucura, mas não é, eu lhe garanto.

ishan-seefromthesky-329343

Quando acessamos algo que insistimos em esquecer, todos os sentimentos vêm à tona, esses, aqueles que fazemos uma força gigante para esquecer. Quando eles voltam é preciso acolher e buscar compreender. Se algo está constantemente batendo aí na sua mente, pode ter certeza que isso significa algo e o seu inconsciente está tentando lhe mostrar. O primeiro passo é olhar para essa situação e se perguntar: O que esse sentimento ou história está tentando me mostrar? Esses momentos trazem acoplados julgamentos, medos e inseguranças. Tente pensar em porque você chegou nesses sentimentos, o que te movimentou nessa história. Acredito que será difícil revisitar esses sentimentos, mas a raiz das respostas está dentro de você. Quando nós nos permitimos olhar para os nossos fracassos como aprendizados, passamos a aceitar que nem sempre acertamos. Às vezes é preciso perder-se e ter histórias se insucesso, afinal, esses momentos nos mostram nitidamente o caminho contrário do que não fazer. Acredite em você, o segredo do seu autodesenvolvimento e equilíbrio emocional estará sempre nesses desafios. Para saber onde você deseja pisar é preciso amar, compreender, repensar e assim ressignificar e estar aberto para a vida lhe trazer outra situação. Só assim você poderá colocar em prática o que assimilou nessa história escolhida.

noah-silliman-107988

Esses momentos ensinam a importância de perdoar a si mesmo e, quando conseguir você irá começar a olhar para esses momentos e enxergar as pessoas envolvidas de outra forma. Vivemos o que escolhemos viver, a responsabilidade por estar onde está é inteiramente sua. As circunstâncias existiram, mas a escolha de vivê-las, ficar ou sair é sua. Pare de usar essas histórias de insucesso como muleta para justificar o seu medo de seguir. Não faça isso com você! Se permita olhar de forma acolhedora para suas histórias. Tente uma vez fazer esse movimento de estar presente.

Quatro motivos que nos impedem de nos percebermos

Muitas vezes nosso dilema está em não conseguir perceber ou aprender a olhar para a nossa vida como algo que precisa de cuidados. Por que temos tanta dificuldade de nos percebermos? O que veda os olhos para as nossas verdades?

emma-simpson-153970

Existem diversos fatores, hoje vamos falar de alguns e buscar compreendê-los:

– Dificuldade em acreditar que temos a capacidade de mudar nossa própria vida. Esquecemos facilmente que somos capazes de movimentar nossa história para onde desejarmos.

A solução é buscar estar cercado de pessoas que acreditam que são capazes de mudar a própria vida, pessoas que nos inspiram, que acreditam na gente e podem nos dar apoio nesses momentos.

allef-vinicius-330116

– Estar mais preocupado em mostrar para o outro como estamos bem, como somos felizes, mas no fundo não acessamos nosso íntimo ou nem lembramos que existe.

É preciso desapegar do passado, das dores, usando elas como apoio para justificar o motivo de não conseguir seguir em frente.

– Ser vítima. É perigoso porque estamos o tempo todo nos vitimizando, falando “para você é fácil, mas para mim tudo e muito difícil e complicado sempre”.

ariel-lustre-242326

– O nosso queridinho MEDO. Temos medo de olhar para a nossa vida e descobrir, imperfeições onde teremos que colocar o dedo nas feridas que tanto fugimos. Temos medo de não sermos mais amados, aceitos. Nos cercamos de medo e nos vitimizamos, temos um prato cheio para não sair do lugar.

sam-manns-378189

Você conseguiu se ver em algum desses momentos? Consegue entender o porquê está fazendo isso? Fazendo sentido agora ou não, o importante até aqui é você pensar no porque tem esquecido tanto de olhar para si. Por que você tem abandonado os seus projetos e sonhos? Olhe para si e acesse o que tem de mais verdadeiro em você e acredito, você tem toda a força que precisa para seguir em frente. Há muitas escolhas que, no meio do caminho, as pessoas que você imaginou que ficariam irão embora. Tenho certeza que será por um tempo, porque quando acessamos o que temos de mais valioso, a vida se encarrega de colocar pessoas certas. Nossa vibração muda com a gente e com o universo, traz tanta novidade que você nem dará conta. Permita-se para a sua verdade!

Por que nos frustramos com as nossas idealizações?

A frustração nos persegue nos nossos sonhos e objetivos no decorrer da vida. Por que nos frustramos tanto? Por que dói saber que erramos? Você consegue reconhecer esses momentos?

Nosso dilema diário é encontrar espaço para nos percebermos, muitas das vezes não conseguimos, mas a vida nos apresenta momentos que nos prensam contra a parede. A frustração é um belo começo de que você está deixando de se perceber. Como?

allef-vinicius-237533

Vamos falar das nossas idealizações, você entende o poder dessa palavra? Comecemos pelo significado de idealização:

“Substantivo feminino: Ação, efeito, capacidade ou resultado de idealizar; idealizar-se.” De acordo com a psicologia: “Procedimento mental em que o alvo ou objeto de amor é destacado e idealizado, a partir de processos psíquicos, até que o mesmo chegue a perfeição. ”

seth-doyle-151913

Dentro disso existe uma palavra que já falamos em outros textos, a tal da “perfeição ” e é na idealização que ela ganha seu destaque. Normalmente ela ocorre nos momentos que desejamos algo, imaginamos como será esse sonho, projeto ou objetivo. Quando está somente na zona do pensamento tem uma força grande da perfeição. Por que? Porque quando estamos imaginando a realização desse sonho passamos a idealizar esses momentos, projetando viver esse sonho e projeto, ou seja, estando no futuro sem o presente e a realidade. Esse sentimento vem banhado de amor sem os dilemas, protegido internamente.

Nossa frustração nasce na falta de entendimento de que o viver esse sonho ou projeto, está no detalhe do dia a dia, na busca através das relações para chegar aonde desejamos. Nessa caminhada temos alguns obstáculos e esses têm todo seu valor. O dilema está em abrir mão dessa idealização “perfeita ou romantizada”.  Ao nos agarrarmos nisso, a nossa criação interna, nos frustramos.

joel-overbeck-100150

Se você se identificou, tem duas opções: negar o que sente ou olhar para essa frustração com olhar buscando ressignificar seu projeto. Só estando no presente da sua realidade para compreender a complexidade da idealização. Tudo que está no imaginário, o futuro idealizado, é um começo, um belo convite para o nosso presente diário que é viver. Permita-se se perceber nessas idealizações.

Desconstrua e traga novos significados, motive o imperfeito e cresça nas suas escolhas. O segredo disso tudo sempre estará em você e na sua experiência do dia a dia.

Mãe em construção: Juntando os pedaços

De tantas partes me distribui, me despedacei no decorrer desses noves meses, tudo isso para encontrar um novo pedaço dentro de mim, o de ser mãe. Uma palavra tão pequena, mas com um grande significado, não aquele do dicionário. Busco a cada dia o meu significado de ser mãe, de ser essa mulher que vive a experiência de ter um bebê totalmente dependente de você, isso é mágico. Quando somente o seu cheiro acalma, seu leite alimenta, sua voz distrai e aqueles olhos encantadores brilham e olham diretamente para você. Mas existe um outro sentido, aquele do cansaço físico e emocional, das madrugadas em claro, por mais que todos te falem só vivendo para você ter a certeza de como é cansativo. Você se depara com aquele desejo que tinhas de fazer a livre demanda de amamentação, você pensa e repensa, então volta no seu cansaço. Há uma mistura de medo por estar com esse ser humano nos seus braços. E agora?

annie-theby-285794_Easy-Resize.com

Eles dormem também, é a parte que você acorda para ver se está respirando, já é via de regra. Levanta achando que perdeu seu bebê ou que algo aconteceu. É um conflito constante e ele acontece nos horários de mais falta de sono. Nos achamos péssimas mães, ás vezes ou quase sempre, por não conseguir fazer aquele bebezinho parar de chorar, mesmo diante de tantas tentativas. É pegar no colo, colocar pertinho do seu cheirinho ou no seio e tudo acaba, volta aquele afeto de saber que esse pacotinho esta ligadinho em você mais que nunca.

Esse bebê tem pai, mas é somente você nessas madrugadas, e nós tentamos nos encontrar dentro desse caos de amor e ódio.  O marido ou companheiro dorme, ajuda sim, dentro do que eles podem, porém, as ajudas são outras. Nesses primeiros três meses de vida é você, o bebê procura seu cheiro para acalmar. Isso é divino, perceber essa ligação de vocês e a dependência estabelecida ali.

jordan-whitt-142396_Easy-Resize.com

Nesses momentos é importante se observar, cuidar para não isolar o pai desses primeiros meses. Devido a intensidade dessa experiência, acabamos transferindo a raiva e a frustração por não poder dormir e do cansaço, além da dependência do bebê, para o companheiro ou quem nos auxilia. Reconhecer isso não é uma tarefa fácil, mas é preciso para construir essa nova relação de vocês três. Preciso aceitar que temos papeis diferentes que se completam. Os papais ou quem você eleger como companheiro ou companheira, mesmo os avós fornecem apoio para passarmos por essa transformação, são eles que nos dão o suporte emocional. Se apoie neles, os bebês dão trabalho e é preciso uma força tarefa quase sempre!

thiago-cerqueira-191866_Easy-Resize.com

Você não pode exigir do outro o que é seu papel. É muito importante compreender onde está a raiva, acessá-la, pois, isso trará uma linda construção do seu papel de ser mãe. Não existe uma fórmula, precisamos viver um dia de cada vez e desapegar das crenças e valores ditados, julgamentos internos, idealizações criadas pelo social, esses são os maiores vilões. Qual o seu significado de ser mãe? Ser mãe está em tentar acertar, ficar muito feliz quando o faz, tentar novamente quando não der certo, até estar exausta e finalmente conseguir. Acredite que o segredo mais antigo e verdadeiro é ouvir seu sexto sentindo, ele liga vocês e é invisível, sentido somente pelo toque, cheiro, afeto. Somente a experiência o dia-a-dia com seu bebê irá construir esse papel de mãe e o seu sentido, não as pessoas a sua volta. Talvez seja necessário desconstruir, para então construir.

Qual é a dessa tal felicidade? Por que a buscamos tanto?

Estamos a sua procura diariamente e quando a encontramos nos agarramos nela, esperando que traga certo “equilíbrio”.  Acreditamos que ela é estável, mas será que realmente o é?

961fcb31-36e9-4bac-8342-014cf3c265d1

Porque buscamos tanto a felicidade? O que nos movimenta? Vamos refletir sobre o conceito desse termo:

“Felicidade é o estado de quem é feliz, uma sensação de bem-estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. A felicidade é um momento durável de satisfação, onde o indivíduo se sente plenamente feliz e realizado, um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento.” (Fonte: https://www.significados.com.br/felicidade/ )

588750b9-73fd-4dc4-a4ca-00d49a72b4ef

Como o significado mesmo já diz, se trata de um “momento”, ou seja, situações, sonhos realizados, quando adquirimos algo que tanto desejávamos, quando temos a pessoa que amamos por perto, rever alguém, estar em alguma situação que desejávamos estar.  Você sabia que os neurocientistas dizem que o nosso corpo ativa os sentidos através de quatro substâncias, é chamado o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina. (Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792 )

9672b862-83a6-402f-8803-b33e6ea53922

Buscamos por ela para encontrar essas sensações sutis, porém elas nos transformam. Esses “momentos” nos ajudam a enfrentar um dia pesado, uma pessoa que inconveniente e até um dia cinzento. O importante é percebermos que esses momentos vêm, nos ensinam algo e ficam na memória, como simples lembrança. São momentos, então sinta eles, curta ao máximo, não se apegue como troféus. Muitas vezes, desejamos ter esses momentos de felicidade como “aquele” troféu do passado no presente. Busque lembrar desses troféus como momentos de felicidades, sempre estaremos construindo nosso futuro, no presente.

4cde0c7b-b48f-4878-83bc-d2665c77455a

Dessa forma, você irá perceber que a felicidade está em simples detalhes, desde comer algo que ama, fazer atividade física, ouvir uma música e até no sorriso solto de alguém que você ama, mesmo no ver um dia lindo de sol.  O que dificulta nesse processo de felicidade é quando buscamos a estabilidade em um momento, passaremos dias infinitos buscando e não conseguiremos encontrar o fator constante nesse sentimento. Vivemos atrás desses momentos grandiosos de felicidade, acreditando que durarão por décadas e deixamos de vê-la nos detalhes dos nossos dias. Se permita olhar para seu dia-a-dia tendo a certeza que terás muitos “momentos” de felicidade, onde é preciso desconstruir as crenças para receber o novo.

Permita se!

Desejamos colher frutos, mas não sabemos esperar!

Os frutos que você está colhendo são seus? Você os plantou? Ou andou colhendo frutos do vizinho? Muitas vezes temos o hábito, seja de forma premeditada ou inconsciente, de colher o fruto ou surfar na conquista do outro. Não existe nada de ruim em fazer isso. Mas vale parar para se questionar onde você tem colocado as suas “sementes”.

brooke-cagle-39569_Easy-Resize.com

Vou utilizar a palavra “semente, “fruto” e “colheita” me referenciando a sonhos, objetivos e projetos.

Temos tantos amigos por perto, pessoas que admiramos e nos completam, mas muitas vezes acabamos esquecendo das nossas “sementes” e passamos a desejar colher o que o outro plantou. Isso pode acontecer de forma bem consciente ou inconscientemente. Tanto em uma como na outra acabamos julgando ou criticando o outro, achando o “fruto” ruim.

nathaniel-kohfield-337195_Easy-Resize.com (1)

Acabamos projetando no outro o que deixamos de fazer, ou seja, esquecemos das nossas “sementes”. Só nos damos conta disso porque esse “fruto” não nos serve, por vezes é amargo e nem traz tanta satisfação. Sendo assim, nossa primeira ação é a de criticar a “colheita” do outro, encontramos milhões de erros e ainda desejamos dar palpite de como fazer. Se você se identificou até aqui, repense e reflita sobre esses momentos. Se pergunte porque você deixou de plantar as suas próprias “sementes”. A vida tem essa coisa linda chamada estações, nós temos isso dentro da gente, há tempo de colher, plantar, esperar e até adubar as nossas “sementes”.

Talvez você jogado suas “sementes” fora porque não tem paciência de plantá-las para colher no tempo certo, preferindo pegar o “fruto” do outro. Quem sabe jamais tenha se permitido plantar as suas e ter o prazer de colhê-las. Existe aquela clássica justificativa: “Não tenho tempo para esperar”. Mas esse tempo será gasto com a insatisfação diante dos “frutos” dos outros.

pablo-merchan-montes-251879_Easy-Resize.com

Porém tudo é uma escolha, dê conta daquilo que você escolher sem culpar quem plantou. Caso você deseje plantar suas “sementes”, saiba que pode levar tempo para colher, mas quando começar a brotar, quando começarem a aparecer as primeiras oportunidades você irá perceber que essa “colheita” só está no começo. Para um “fruto” ser bom precisa passar pelas estações e ter muita paciência. Quando essas “sementes” germinarem você não dará conta de colher tudo de uma vez e irá apreciar cada “fruto”. Só então você aprenderá a guarda-los para os momentos certos! Desejo à você uma linda colheita!

O quanto as tuas escolhas te representam?

Você acredita que as escolhas que você fez na vida te representam de alguma forma? Elas foram motivadas por alguém a sua volta, quanto há de você nessa história?

evan-dennis-75563_Easy-Resize.com

Sempre que atendo pessoas em processo de desenvolvimento, percebo que há uma forte insatisfação com algumas escolhas, seja por não se sentirem pertencentes a elas ou por não terem seguido as suas próprias. Existem dois detalhes bem sutis no ato de não fazer a sua escolha:

1- Algumas são escolhas do momento e elas não lhe representam, mas foi o caminho possível naquela circunstância. Essa é a nossa primeira resposta. Precisamos compreender o quanto é difícil colocar a nossa verdade nas escolhas em determinados momentos.

2- Existe aquele momento de romper com as escolhas ditadas, aquelas que já vem prontas. Nós sofremos influências a todo momento, seja da sociedade, de familiares, crenças e valores. Esses sempre serão os nossos principais dilemas na vida. Não é fácil romper com essa torcida organizada, desconstruir tudo isso para perceber onde você está em sua própria existência.

tristan-colangelo-221273_Easy-Resize.com

Muitas vezes nos damos conta, que precisamos romper com as escolhas ditadas na nossa vida durante os momentos de dificuldade. Sabe aquele ditado popular ” se não for por amor vai pela dor”? Pois é, na maioria das vezes vai pela dor. Ficamos doentes, perdemos algo que amamos e então acordamos, percebemos o quanto deixamos de existir nas nossas escolhas. Olhe para suas. Você ama a vida dentro dessas escolhas?

 

Talvez parece que nada está andando porque você ainda espera aquele momento mágica, no qual vai passar um caminhão de escolhas na sua frente. E ele até pode passar, mas o problema não está nas escolhas. Passam os dias ou meses e você acaba se iludindo com essas facilidades.

jake-melara-30679_Easy-Resize.com

Diariamente a vida traz uma dose de oportunidades para você carimbar, as suas reais escolhas. Para acertar em cheio naquelas que são de acordo com a sua verdade, rompa com os dilemas internos. Seja os desejos dos nossos mentores, pais, família, amigos ou da sociedade. Não espere uma dificuldade chocante chegar para você colocar em prática a sua verdade. Talvez a dor seja maior, mas acredito que todos têm o seu tempo de despertar. Fique atento a sua vida, história e verdade, tudo que você precisa está bem pertinho de você.

O que a insegurança gera na nossas nas relações?

Em outros textos já conversamos sobre medo, ansiedade, julgamentos e insegurança, esses sentimentos comandam muitas das nossas ações e vão entrando sorrateiramente em algumas áreas da vida. Uma delas são as suas escolhas, e vai se espalhando nas relações amorosas, familiares, profissionais e amizades. Quando você percebe, está espalhada por todos os cantos. E aí, o que fazer?

matthew-henry-25568_Easy-Resize.com

Nesses momentos nos sentimos bloqueados, ou seja, impossibilitados de seguir, não acreditamos ser capaz de ir em frente. Tudo parece ser um motivo para desistir, não acreditamos e tão pouco confiamos em nossas decisões. Muitas das vezes passamos a nos isolar ou até evitamos pessoas e relações.

aa84487aa43d1b8827c3ecf5ac0d9e7d

Você já se sentiu dessa forma? Consegue lembrar como foi? Pense em quais momentos isso aconteceu e por que você desistiu. Lembrou?

Segura esse momento aí e vem comigo. Tem um detalhe simples mais que pode lhe auxiliar; a forma como nos sentimos nas relações começou em algum ponto desse processo e isso veio de dentro de você, não está lá fora. As circunstâncias podem até transportar para o exterior, mas isso está em você. Você já percebeu o quanto sofremos influência do nosso meio nas relações com as pessoas? Nós escolhemos o que entra, fica ou segue dentro da gente. Parece confuso, mas muitas vezes acabamos agindo como uma esponja, pegamos esse externo, o “de fora”, para sustentar algo dentro da gente. Isso pode acontecer de forma consciente ou inconsciente, gerando insegurança e dificultando as nossas relações. O que você deve fazer nesses momentos é identificar onde aparece a insegurança e realmente se perguntar: Por que chegou tão forte assim? Onde surgiu? Como e quando?

3659883bc0871345aec066833f9390ca

Permita-se ouvir a si mesma, sentir essa tal de insegurança, conversar com ela e enfrenta-la. O tempo todo buscamos fora o sentido dos nossos sentimentos, mas isso está errado, eles existem de dentro para fora. Acredite mais em você, faça auto pesquisa, se permita ao autodesenvolvimento, perceba-se dentro dos erros e acertos, eles constroem constantemente seu processo.  Se permita!

Mãe em construção: o que eu era antes de você chegar?

Desde que engravidei, passei a escrever um texto por mês para relatar essa preparação que envolve a maternidade e os dilemas internos, muitas vezes não comentados. A ideia era compartilhar como seria essa maternidade real. Se passaram os nove meses e a Julia, enfim, chegou! Quem já é mãe, gestante ou está pensando em ter filhos com certeza ouviu diversas falas sobre esse primeiro encontro, como o amor que surge quando o filho nasce, que juntamente com o bebê nasce uma mãe e por aí vai. Bom, esse tal de amor chega sim, mas acredito que cada mulher visualiza ele na sua forma. Há, porém um sentimento que unânime: quando nasce o filho percebermos o sentido da vida.

74e8852e-a1a5-41cc-883e-52d8a5480180
A única conclusão que chego é, como já dizia o Carl Rogers, a experiência, hoje, se torna real. Só vivendo esse processo para ter a sensação desse momento, o de receber um ser de luz, gerado dentro de você. Esse ser está nos seus braços e você se questiona se existe algo tão humano e real quanto isso. Uma semana se passou desde o nascimento da Julia e eu me peguei pensando: O que eu era antes de você chegar?

a4b95fed-0f77-49fa-a10d-8928febd96f3
Apesar de todo o amor que a somos apresentados, venho me questionando sobre esse novo existir.
É Interessante essa sensação de parecer que nos conhecemos há anos, foi bom perceber tudo que vivi antes. Nos apegamos tanto aos valores, crenças, paradigmas e até brigamos para sair deles, estamos o tempo todo querendo buscando provar para nós mesmos e para o mundo, que existimos. Mas quando você vive a experiência de ser pai ou mãe, tudo cessa, acalma, você olha para trás e pensa: Ok, foi bom ter vivido 32 anos para estar onde estou. Não vejo mais minha vida mais sem minha filha. Porque isso a pergunta: O que eu era antes de você? Pergunta que a cada semana que passa vai tornando forma, a sensação é de um livro em branco, que ganhei quando a pequena Julia nasceu.

20799383_10203807857912491_839602169911173102_n
A página da vida virou e a melhor parte é que ela está em branco, só vivendo cada dia com seu filho e marido ou esposa irá a compreender essa realidade. Não existe aquela angústia diária de querer mudar tudo o tempo todo, afina, agora o controle de algumas situações está nessa nova relação, literalmente no nós. Você percebe o que é viver com qualidade, a sua motivação é diária e nela você dá 100% de si. As outras áreas da sua vida terão a porcentagem necessária e a sua presença no momento que for preciso. O desafio é a cada dia, olho para a minha vida antes, penso: Como vivi tanto tempo sem você? Estou super a fim de escrever esse livro em branco, errar e acertar quantas vezes forem possíveis, isso me encoraja cada dia conhecê-la ainda mais!