E aí? Em qual bolha você tem vivido?

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Você já sentiu  como se estivesse vivendo em uma “bolha” em alguns momentos da sua vida? E quando você vive alguma história com alguém e tem a percepção que quando saiu disso foi como se tivesse sido “abduzida” ou tivesse acordado de um sonho?

Isso acontece constantemente em nossa relações. Perceba alguns dos sintomas de viver em uma “bolha” ou ser “abduzida”, eles são muito normais em situações na vida em que nos relacionamos com pessoas: Continuar lendo

Silenciar é defesa ou aprendizado?

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Às vezes precisamos silenciar aqueles momentos na vida em que temos problemas, chateações. É preciso para compreender o que acontece. Você já se sentiu assim? Após acontecer algo que lhe tire do centro, depois de passar a mistura de sentimentos como tristeza, raiva ou de muita euforia que não consegue organizar pensamentos e entender o caminho a tomar? Onde a ansiedade de desejar resolver logo a dor acaba não conseguindo silenciar. Já se sentiu dessa forma?   Continuar lendo

Somos seres nus buscando a roupa certa?

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Você já deve ter ouvido falar que chegamos nesse mundo sozinhos e vamos embora sozinhos. Mas você já parou para pensar que também viemos nus no pensar, sem saber crenças, valores, sem saber como funciona esse momento que é viver? Somo seres nus. Penso que a nossa nudez está quando nascemos sem julgamentos, como seres totalmente espontâneos, desejando descobrir esse universo que nos apresenta, com a pureza e verdade que nos movimenta. Continuar lendo

Estamos na era dos likes, olhe o quão feliz sou!

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Quão feliz eu sou?  O que estamos valorizando para sermos vistos e amados? Pensar sobre isso nos gera desconforto, mas acredito que a reflexão é válida para buscarmos perceber um pouco das intensidades de existir na vida e nas redes sociais. Penso que quanto mais a internet cresce, mais estamos valorizando o ser humano no o que aparecer nas redes, toda essa superfluidade de parecer o que não sou, as falsas verdades dos outros. Por que? Para nos sentirmos amados ou para nos enquadrarmos em um padrão social que nos obriga a parecer o que não somos, ao invés de buscarmos viver o que acreditamos. Continuar lendo

Será que a frustração, a defesa e a resistência atrapalham a mudança?

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Provavelmente você já deve ter se sentido com o freio de mão puxadaaaaaço na vida. Já se sentiu assim? Por que será que puxamos ou travamos em alguns momentos da vida?
Às vezes percebemos que nós mesmos travamos a nossa evolução e, ainda assim, não conseguimos sair do lugar.

Penso que existem três grande personagens na nossa história: a frustração, a defesa e a resistência. Eles apresentam certa semelhança nos sentidos deles. Vamos entender um pouco de cada um.

A FRUSTRAÇÃO ocorre quando tentamos algo na vida, como se apresentar em público, flertar alguém ou buscar um emprego. Nesses momentos vamos cheios de expectativas, pensando na etapa em que iremos passar e conquistar. Quando vamos para uma dessas situações, vem algo que não havíamos pensado e não temos a resposta. Ai vem a danada da frustração. Só que temos o hábito de muitas vezes não registrar o sucesso disso e, sim, somente o negativo. Eis que surge esse registro na nossa mente. Se precisamos enfrentar algumas das situações citadas, qual a nossa primeira reação?

Como já nos frustramos, criamos uma defesa, onde passamos a não querer enfrentar. Enfim a DEFESA, essa que na sequência cria a RESISTÊNCIA. Como são comportamentos muito próximos, acabam gerando confusão, isso também porque estamos envolvidos na situação e acabamos puxando o freio de mão na nossa vida.

Nesses momentos percebemos que existe algo de errado que está bloqueando e não conseguimos entender. Por que quando chega em determinada situação, a coisa parece que não anda?

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Dê um stop. Você se deu conta de algum momento desses? Pense nele e tente perceber a frustração, a defesa e a resistência. Se perceber, sinta o que você percebe, aceite que isso está acontecendo e converse ou pense internamente em cada situação. Como já falamos em outros textos, nenhum processo de mudança irá para frente se você não aceitar o que sente e enfrentar. A vitória realmente está do outro lado do muro da vida. Quando você entender esse movimento, irá perceber o quanto é gostoso se sentir e se perceber. Isso vai gerando auto-conhecimento de algumas situação e você passa a perceber outras situações .

Viva, sinta!!!

Quando existe caos interno, existe vida

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Às vezes nos sentimos em momentos de completa confusão interna, com vontade de desistir, desejamos que problemas, pessoas ou situações desapareçam. Como num passe de mágica, imaginamos tantas coisas, como até que uma fada madrinha ou gênio da lampada apareça e resolva tudo.

Existem duas coisas muito interessantes nisso, uma que essa magia que imaginamos vem da nossa forma de não querer enfrentar a realidade, e a outra é que você está sentindo-se confusa(o) e não aguenta mais, eis que surge o caos.

“O caos interno no homem começa quando ele se perde em uma mente cheia e conturbada si esquece, as informações o despiram e as dúvidas os vestiram, com roupas que nele nunca serviram, trocando-as nele constantemente, despindo-se ou vestindo-se, já não mais importa, pois já estás perdido.”
Ronaldo M. Rangel

O caos interno acontece quando passamos a não perceber que essas “roupas” não nos servem mais, seriam nossas escolhas, pessoas, situações que nos angustiam porque não estão nos levando a um caminho concreto ou que desejávamos. O que fazer então? Aceite que você vive esse momento e tente organizar a casa interna.

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Momentos de caos é vida acontecendo! Sabe por que? Se chegou a esse ponto é porque precisa prestar atenção no que dói. O que gera conflito, o que gera angústia, dúvida e incerteza. Tente pensar no que vem a mente e busque formar e se perceber. Como? Fazendo mais silêncio interno e pensando sobre você, onde gostaria de estar? O que pode fazer para mudar isso?

Se tiver cinco coisas que precisa fazer para mudar, foque em uma e realize. Quando focamos em um objetivo, concentramos energia nele e as outras demais vão surgindo até que tenha força para resolvê-las. O importante é gerar ação, perceber que é nesse movimento que a vida vai nos apresentando os desafios e o que resta é agir.
Lembre-se que para organizar um caos interno é preciso diminuir o barulho interno e amar tudo que viver. Se permita!

Por que desistimos tão fácil dos nossos sonhos e metas?

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Por que é tão difícil atingir as metas? O que nos faz muitas vezes paralisar, travar ou até mesmo desistir de um sonho, meta ou objetivo? Sempre existirão dois grandes dilemas para atingirmos uma meta ou realização de um sonho. O medo de atingir, achar que não damos conta, e o fato de não acreditarmos que somos capazes ou merecedores.

Você consegue se perceber dentro desses dois pontos? Sabe por que esses dois medos nos sondam ou incomodam? Às vezes, quando sentimos esses medos é porque realmente estamos sonhando com algo que ouvimos. Aquela voz no nosso interior dizendo: “vai que vai dar certo”. Muitas vezes, não acreditamos e passamos a colocar o medo na frente.

Outro fator que nos ajuda nesse processo é dar ouvido para as pessoas que sempre nos põe para baixo. Ah, isso temos de montão a volta da gente! Penso que quando sonhamos com algo ou temos uma meta definida, o primeiro passo é planejar sobre como atingi-la e compartilhar somente com pessoas que serão auxiliadoras para o cumprimento dessa meta ou sonho.

Pense: Quantas vezes você sonhou com algo ou traçou um objetivo ou meta e compartilhou com várias pessoas? Lembrou? Normalmente desistimos no meio do caminho, pela falta de apoio, pela falta de acreditar, pela falta de planejamento e, principalmente, pelo fato de não cumprir o proposto.

O fato de não cumprir o proposto, provavelmente é porque você definiu uma meta muito alta que nem você acredita ou porque você deixou os outros jogarem um belo balde de água fria e acabou desistindo.

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Para que uma meta ou sonho sejam realizados, existem alguns detalhes a serem observados:

– Acreditar neles;
– Ter uma data definida de quando irão começar e terminar; Passo a passo.
– Ter foco e ação;

Ahhh, mas terão dias difíceis, e esses servirão de teste. O segredo é ressignificar esses dias e sempre que pensar em desistir, utilizar essa força para pensar na forma de atingir seu sonho ou objetivo. Assim, você manterá o foco e continuará.

Entenda que para que sua vida tenha novas respostas ou novos resultados que você trabalhe no presente e construa um caminho para lá no futuro se orgulhar. O melhor é que quando você tem foco, isso acontecerá antes mesmo de você imaginar. Foco, ação!

Seja seus sentidos de existir e viva…

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Seja uma pluma, onde o vento te leve para cantos nunca visitados, porém busque ficar só um pouco nesses cantos para aprender. Deixe o vento te levar a outros lugares.

Seja uma brisa, igual aquela da primavera que refresca e aquece, porque vem devagar, acalma e consegue abraçar a vida sem ela escapar de você.

Seja sol, para os dias de primavera e verão. Dê um brilho na vida para os dias gelados. Esquente o suficiente para fazer a sua diferença, mas não quente o suficiente para escaldar e queimar os que estão a sua volta.

Seja gelado, aquele que esfria um pouco a vida e dá sentido para o calor existir, mas cuidado para não gelar demais e esquecer o seu sentido de refrescar.

Seja furacão, às vezes, se for preciso, para sacudir a vida, modificar, construir ou reconstruir. Porém lembre que é preciso saber deixar o furacão passar, perceber o tamanho do seu processo

Seja dias cinzentos, porque nesses dias você pode chorar, sentir dor, raiva, angústia, medo e ansiedade. Mas tenha certeza que se buscares o sol ou a sua luz interior, irá encontrar.

Seja tsunami, para inundar o suficiente a ponto de ficar triste e reconhecer os destroços deixados, saber que quando não se tem controle, causamos dores em nós mesmos e nos outros. Mas reconheça que o aprendizado normalmente vem dessa forma e da próxima vez, seja uma onda leve que quebrará com tanta leveza.

Seja mar, rio ou oceano, para ter um percurso livre, acreditando que onde você passar irá aprender e ensinar, amando e aceitando o trajeto. Porque onde você perceber que passou e teve aprendizados, o seguir poderá ser doloroso, mas traz a certeza de acreditar sempre em um começo ou na conclusão de outros inícios inacabados.

Seja um reformador, pedreiro, marceneiro, engenheiro, programador e planejador para compreender que depois de uma demolição, é preciso rebocar, reconstruir ou colocar novos tijolos na vida para assim crescer.

Que possamos ser pluma, brisa, gelado, furacão. Reconstruir e sentir, destruir e desaguar, tudo para aprender. Porque a vida nos dá estações, momentos, situações, e nós devemos aprender com esses “existir” no mundo e buscar internamente uma forma própria de cocriar, uma forma de existir que é somente sua! Doce ilusão que é viver!

Quando o querer ser perfeito consigo mesmo dói

 

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Quantas vezes você aí se machucou internamente? Gerou algum sintoma no corpo por buscar um ideal na sua mente, um jeito de ser perfeito? Por que nos cobramos tanto? Por que exigimos isso também das pessoas que nos cercam? O que estamos buscando que não encontramos e nos tem gerado alguns incômodos?

Penso que somos constantemente envolvidos pelo meio em que estamos vivendo, nossas angústias e questionamentos internos. Como perceber que estamos exagerando no nível de exigência com nós mesmos e com os outros?

Existem três formas de se auto perceber que são: perfeição, irritação e julgamento.

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A perfeição é uma danada, é aquele momento em que você está fazendo algo na área em que você se propôs mudar, se experimentar em novas situações e não está reconhecendo que teve uma boa resposta e nega porque acredita que não foi perfeito. Isso pode ser desde  uma condução nova em uma conversa com a família, marido e amigos ou no trabalho. Nessa hora entra a nossa estrela que é a busca pela PERFEIÇÃO. E quando ela vem, encontra a irritação.

Ahh, a irritação tira do sério, tem o poder de te cegar, fazer com que você não reconheça o seu valor quando toma força dentro do seu eu e não percebe esses comportamentos. Acaba descendo a escada das suas conquistas de “rolo” pela escada da vida. Onde você passa a julgar-se de que não é capaz, de que nunca faz nada direito, acaba por acreditar fielmente nessas frases e elas tem um peso sobre você muito grande. Sabe o que é mais interessante na nossa forma de existir? Nessa parte Deus foi muito esperto. Porque temos um corpo que fala conosco constantemente. Você já parou para pensar quantas vezes seu corpo mandou mensagens nesses momentos de busca pela perfeição? Pare e pense nas dores de cabeça, dores no estômago, intestino, alergias, crises de angústia, dor no peito e a danada da ansiedade com falta de ar.

Agora o que fazer com tudo isso?

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Aceitar o que está sentindo, pensar sobre a busca por querer ser perfeito, na irritação e julgamentos. Pensar sobre porque você se sente dessa forma. Quando paramos e percebemos que não somos seres perfeitos, passamos a amar a vida e o processo dela.
Na busca por sermos perfeitos, encontramos nossa forma imperfeita de entender os fatos, passamos a perceber o quão perfeitos somos em nos aceitar!

Se liberte desse sentimento que te prende de perceber sua imperfeição! Lembre que o material para retomar o caminho da sua escada está dentro de você. Desacelere e ouça sua vida!

Quando o desapegar para seguir é doloroso

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Quantas vezes você já se sentiu dessa forma, ter que desapegar de pessoas, objetos, situações, de um momento que gerou uma grande dor? Por que nos apegamos e depois temos que  desapegar? Quem criou esse sistema, que nos prende e nos gera angústia, medo de perda e apego?

O neopsicanalista Otto Rank reflete que o processo de apegar e desapegar se dá desde o nosso nascimento, desde o momento que nascemos. O ato de nascer é um marco na vida. Quando nascemos precisamos do leite materno, mamadeira, e então chega o momento em que temos que desapegar para começar a comer outros alimentos. Nesse momento, nos apegamos aos alimentos e assim seguimos o curso do nosso desenvolvimento. Por que falo referente a esse fato? Nós acabamos gerando novos ciclos de apego e desapego ao longo da vida, nos apegamos a pessoas, objetos, situações, e aí também chega o momento de desapegarmos para crescer e evoluir.

Penso que se compreendermos o ato de apegar, desapegar e crescer, encontraremos a maturidade. O desapegar no começo dói, corrói, porque machuca deixar velhos hábitos e buscar novos que irão ter um foco para os nossos objetivos e metas. A maturidade aparece quando entendemos esse ciclo apegar-se a algo novo, emoção, situação, pessoas, para assim entender como nos sentimos, o que desejamos com esse apego.

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É sempre interessante nos questionarmos: por que busco tais situações? Se tiveres respostas e não sofrer com isso, provavelmente esse apego já caminha para o desapego. Caso doa internamente, é preciso pensar, não negar o que sente, viver e compreender. Passando por isso, você também caminhará para o desapego.

O desapego acontece quando você entende que foi preciso apegar para compreender e crescer com essa experiência e assim desapegar para seguir e dar espaço ao novo, e com certeza isso lhe dará muita paz! Se gerar dor, é possível que você esteja com outros sentimentos como medo, irritação, ansiedade e apego. Sentimentos que não possibilitam ver o novo. Quando desapegamos sem sentir dor – isso leva tempo – compreendemos a magia de seguir sem medo!

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A maturidade é entender o sentido do APEGO e do DESAPEGO, e saber que cada tem um papel no nosso processo de amadurecimento. Porque a maturidade não tem idade e sim a nossa capacidade de entender esse processo e aceitar o que vier. Após o processo, terá um novo ciclo de apego e desapego, para assim gerar o novo crescimento. Esse movimento é cíclico, nunca acaba.

Lembrando que para que tudo isso aconteça, dependerá da sua disponibilidade de se perceber. Será doloroso no inicio, mas tenho certeza que valerá muito a pena. Porque tudo que nos disponibilizamos experimentar. Feito com consciência, só lhe trará autoconhecimento para seguir sempre! Tenha paciência com seu processo, ame-se!