Desejamos autoconhecimento, mas não acolhemos nossas diferenças

Você se pergunta: como assim somos diferentes? Você já teve ou vive um dilema interno de buscar ser igual a alguém? Talvez porque você não gosta muito do seu jeito e acaba se iludindo que fulano ou ciclano estão agindo de um jeito que seria o ideal. Temos grandes vilões nesse processo de autoconhecimento, sempre busco incentivar nos meus textos a geração de consciência e auto percepção nesse processo de desenvolvimento pessoal. Passamos diariamente por grandes desafios que nos bloqueiam e impedem de amar nossas diferenças.

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– O social, esse que estamos inseridos e que vem permeado de comparações, padrões de como devemos ser, ter e fazer. Trazem fórmulas “perfeitas” de como ser alguém igual aos padrões ditados de beleza e social. Busca trazer uma zona se normalidade, ou seja, para ser feliz precisa ser igual a alguém. Somos tão diferentes um do outro, que tentamos a todo tempo desvalorizar nosso jeito para ser algo idealizado e influenciado.

– Idealizações, também conhecida como a tal da expectativa. O social cria e a nossa mente idealiza esse padrão, onde todos precisamos ser iguais e só assim seremos bem desenvolvidas. Talvez você acredite que precise ter algo material ou físico para ser alguém amado.

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Esses motivos são combustíveis que nos impossibilitam de perceber nossas diferenças, aquelas que existem para fazer a diferença no mundo. Estamos colocando diariamente nossos julgamentos por gênero ou mesmo cores, para justificar a nossa indiferença de não reconhecer o quanto somos distintos. Essa intolerância contra o outro, é pura falta de compreensão interna.

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Vamos refletir junto: O que você tem de diferente que pode trazer para fora e expor nas suas relações? O que você tanto esconde de si mesmo? Esconde tanto, que ás vezes até esquece que isso te configura. Pense aí, liste quais são seus diferenciais. Porque as pessoas escolhem estar ao seu lado? Peça feedbacks para pessoas que você confia e ouça-os, tantos os positivos quanto os negativos, sem buscar justificativas. Essas percepções são grandes auxiliadoras no seu autoconhecimento. Se permita acolher suas diferenças, ame-as, busque desenvolvê-las e se perceba nelas. Quanto mais você se aproximar da sua verdade, mais você irá compreender o quão belo você é. Dê o primeiro passo e rompa com as suas crenças, o seu social e as suas idealizações, busque por menos fantasia e mais realidade no seu dia a dia. Crescer exige coragem para encarar suas verdades. Bora fazer a diferença!

Mãe em construção = casal em constante construção

Filhos trazem um renovo na vida e sim, nos migram para uma nova fase. Deixamos de ser um casal e nos tornamos uma família, ou seja, uma tríade. Não mais uma dupla e sim, um trio. Para essa tríade funcionar dentro de um lindo caos de amor, que é a maternidade, existe um dilema diário para a relação a dois. Parece que a comunicação se perde, as horas sem ter o que fazer ficam tão lotadas de afazeres que nem sobra mais tempo para a gente, como casal. Filhos, além de trazerem esse novo sentido, trazem uma dose enorme de medo, angústia, escassez de paciência com o companheiro (a) e a tal da falta de liberdade.

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O melhor de tudo isso é o amor, vem agarradinho nesses novos desafios. E ele está ali, mesmo no meio do caos dos diálogos, ajustes, as brigas e desacordos. Nós conseguimos achar o amor quando permitimos nos transformar para achar esse novo sentido de família. Nesse reconhecimento, assumimos que as brigas fazem parte do processo, são os ajustes e desacordos, que atualizam e levam a seguir em frente com uma relação a três.

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Os filhos viram nossa vida de cabeça para baixo e por muitos momentos você até curte essa bagunça, se irrita, tenta arrumar e quase sempre não dá certo. De repente tudo desandou entre o casal, existe um ciclo onde é preciso reconhecer os lados e falar o que não está legal. Apesar de tudo isso, você espera o final do dia para sua cria dormir e assim, vocês terem tempo de dar um abraço no outro, reconhecer que está difícil, mas que vocês irão passar por mais essa transformação como família. Para que uma relação a três funcione é preciso aceitar os desafios, abrir mão do nosso orgulho interno e egoísmo doí.

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Lembre-se que os desacordos nos fortalecem, agora a nossa motivação tem nome, sobrenome, cor, cheiro, sorrisos largos e se chama Filha. Ela nos ensina todos os dias, então bora seguir essas relações que nos transformam!

 

É necessário reconhecer que errou para seguir em frente!

Quanto você tem se limitado? Você tem reconhecido todo seu esforço até aqui?  Esse é um assunto delicado, não é fácil pensar sobre os limites, os reconhecimentos e os erros. O primeiro passo nesse processo é procurar culpados, o responsável por ter feito a sua vida parar ou não andar tão depressa. O que dificulta nesse andar, no caminhar da vida, é compreender que a tal pedra, quem coloca somos nós mesmos.

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O errar está no detalhe de reconhecer que nos equivocamos, em julgar nossa própria falha.  Sim, errar doí e aprender a reconhecer um erro é quase um processo de “agressão “interna. Nós somos apresentados a um orgulho desnecessário e acabamos ferindo nosso íntimo.

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Ao olhar para nosso aprendizado e reconhecer o que vivenciamos, percebemos que foi preciso as circunstâncias acontecerem para nascer uma linda flor interna. O reconhecimento abre a porta para seguir em frente e passar para próxima fase dos seus sonhos, projetos, ou seja, a vida. Precisamos aceitar nossas falhas como belos ajustes, desapegar de crenças e valores, os nossos limitantes. E onde se encontra um lugar de descarte disso? Ninguém inventou isso ainda. Hoje, nosso maior desafio no autodesenvolvimento é fugir da ideia de que uma vida plena, “perfeita”, está em um padrão social.

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É preciso reconhecer que errou, ou seja, aceitar internamente, mesmo que essas escolhas não façam sentido no futuro. Se a vida se encarregou de trocar a rota, dê a oportunidade de reconhecer e siga em frente. Não se apegue ao negativo, mas no que a vida tem te proporcionado para se reinventar e ressignificar. Sacode essa poeira aí, por que talvez, o que tem te limitado é essa falta reconhecimento pela pessoa que caminhou até aqui, mesmo com todas as imperfeições. É preciso errar para um dia acertar, em uma escolha, sonho, projeto ou objetivo.

Sacode essa poeira aí!

O ano está acabando, será que alguém anotou a placa desse 2017?

Final de ano e ninguém se sente dessa forma. Isso faz sentido para você?  Sempre tem alguém dizendo que os dias voaram, que a vida passou e nem percebeu. Penso que os anos estão passando em um flash, tão rápido quanto o vai e vem das informações. É preciso, sim, pensar sobre esse ano que passou. Você já pensou? Refez aquelas metas, sonhos ou ainda não deu tempo? Já é final de dezembro, mas ainda dá tempo.

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Acredito, que nós amamos deixar tudo para a última hora, mesmo esse repensar. Mas afinal, porque isso é necessário? Ao repensar o nosso ano reconhecemos, nossos desafios, acertos, erros e aprendizados. Damos espaço para esse novo entrar.

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Quando ano vira, não existe um passe de mágica que apague o ano anterior. Temos a ilusão de achar que a vida vira juntamente com ano, e viram as oportunidades. Acredite, temos um novo ciclo de 12 oportunidades chamando para vida, para ação, para o novo, mas mesmo diante das oportunidades é preciso planejarmos. Pense nesse replanejamento, mas não esqueça de reconhecer internamente esse 2017, mesmo cheio de idas e vindas.

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Ano novo, cheio de novas oportunidades, aprenda a viver um dia de cada vez e, quando necessário, coloque o freio no caminhão da vida. Veja o presente dela passar! Repense seus projetos, metas e sonhos. Coloque um prazo para tentar realiza-los, mas não esqueça que atrás dessas definições existe alguém cheio de dilemas internos para enfrentar. Os seus desafios é você quem cria, o externo está aí para lhe dar sentido de tempo e realização. O que desejo para seu novo ano é que você possa a cada dia se reconhecer mais e mais dentro da sua verdade, transforme-se e atualize-se diariamente para reconhecer os sentidos dos seus sonhos e projetos. Que nessa forma de viver, a vida te abrace nas suas escolhas e você se reconheça na sua história. Bora viver esse 2018!

Orgulho, idealizações ou julgamentos. Quais deles ainda prendem você?

Sentimentos conhecidos do nosso dia a dia, mesmo que ás vezes você tente esconder eles existem sim, de forma muito real dentro da gente. Podem aparecer separados ou em combo de trio e quando eles se unem, é bom se preparar.

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Vamos iniciar pelo significado de cada um:

Idealização: Já falamos sobre ela aqui, seria um modo mental que criamos para um objetivo, um amor. Nós criamos algo e desejamos que chegue a perfeição. O mais comum de acontecer é de não alcançarmos essas idealizações, e então nos frustramos. Muitas vezes nos cegamos em não perceber essas idealizações, e trazemos o orgulho para perto.

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O orgulho nos inibe de seguir, insistimos em nos agarrar nele para não sair do lugar, ele machuca, corrói, nos paralisa. Não precisa de muito para dar o start da paralisação, uma boa dose de crenças limitantes já é o suficiente. Há momentos que esses estados de orgulho vêm cheios de julgamentos, tanto para com as situações, por estarmos ofendidos, quanto a nós mesmos, por não conseguirmos realizar algo. Julgamento interno é o nosso maior desafio diário, e muito comum. Estamos constantemente buscando referência nas nossas crenças, muito antes de nos relacionarmos com nós mesmos ou com as pessoas. Acabamos nos prendendo nos julgamentos.

E agora, o que fazer com essas informações?

Você se identificou em algum desses momentos?  Se você lembrou de algum fato, então segura esse momento aí com você e faça uma avaliação interna. Como?

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Se pergunte: Por que está nesse estado emocional? O que lhe prendeu até agora?  Primeiro de tudo não se julgue, aceite e ame o que está vindo na sua consciência, avalie a situação e busque compreender de onde ela surgiu. Pode ter certeza, esses sentimentos que nós criamos e geramos internamente existem, mas a compreensão da situação sempre será sua. Assuma a responsabilidade interna das suas escolhas, não responsabilize as pessoas. Nós permitimos o que entra e o que fica dentro da gente. Quanto mais trazemos para a nossa consciência esses sentimentos, mais geramos autoconsciência. Permita se olhar para você com calma, para que tudo isso aconteça.