Por que nos frustramos com as nossas idealizações?

A frustração nos persegue nos nossos sonhos e objetivos no decorrer da vida. Por que nos frustramos tanto? Por que dói saber que erramos? Você consegue reconhecer esses momentos?

Nosso dilema diário é encontrar espaço para nos percebermos, muitas das vezes não conseguimos, mas a vida nos apresenta momentos que nos prensam contra a parede. A frustração é um belo começo de que você está deixando de se perceber. Como?

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Vamos falar das nossas idealizações, você entende o poder dessa palavra? Comecemos pelo significado de idealização:

“Substantivo feminino: Ação, efeito, capacidade ou resultado de idealizar; idealizar-se.” De acordo com a psicologia: “Procedimento mental em que o alvo ou objeto de amor é destacado e idealizado, a partir de processos psíquicos, até que o mesmo chegue a perfeição. ”

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Dentro disso existe uma palavra que já falamos em outros textos, a tal da “perfeição ” e é na idealização que ela ganha seu destaque. Normalmente ela ocorre nos momentos que desejamos algo, imaginamos como será esse sonho, projeto ou objetivo. Quando está somente na zona do pensamento tem uma força grande da perfeição. Por que? Porque quando estamos imaginando a realização desse sonho passamos a idealizar esses momentos, projetando viver esse sonho e projeto, ou seja, estando no futuro sem o presente e a realidade. Esse sentimento vem banhado de amor sem os dilemas, protegido internamente.

Nossa frustração nasce na falta de entendimento de que o viver esse sonho ou projeto, está no detalhe do dia a dia, na busca através das relações para chegar aonde desejamos. Nessa caminhada temos alguns obstáculos e esses têm todo seu valor. O dilema está em abrir mão dessa idealização “perfeita ou romantizada”.  Ao nos agarrarmos nisso, a nossa criação interna, nos frustramos.

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Se você se identificou, tem duas opções: negar o que sente ou olhar para essa frustração com olhar buscando ressignificar seu projeto. Só estando no presente da sua realidade para compreender a complexidade da idealização. Tudo que está no imaginário, o futuro idealizado, é um começo, um belo convite para o nosso presente diário que é viver. Permita-se se perceber nessas idealizações.

Desconstrua e traga novos significados, motive o imperfeito e cresça nas suas escolhas. O segredo disso tudo sempre estará em você e na sua experiência do dia a dia.

Mãe em construção: Juntando os pedaços

De tantas partes me distribui, me despedacei no decorrer desses noves meses, tudo isso para encontrar um novo pedaço dentro de mim, o de ser mãe. Uma palavra tão pequena, mas com um grande significado, não aquele do dicionário. Busco a cada dia o meu significado de ser mãe, de ser essa mulher que vive a experiência de ter um bebê totalmente dependente de você, isso é mágico. Quando somente o seu cheiro acalma, seu leite alimenta, sua voz distrai e aqueles olhos encantadores brilham e olham diretamente para você. Mas existe um outro sentido, aquele do cansaço físico e emocional, das madrugadas em claro, por mais que todos te falem só vivendo para você ter a certeza de como é cansativo. Você se depara com aquele desejo que tinhas de fazer a livre demanda de amamentação, você pensa e repensa, então volta no seu cansaço. Há uma mistura de medo por estar com esse ser humano nos seus braços. E agora?

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Eles dormem também, é a parte que você acorda para ver se está respirando, já é via de regra. Levanta achando que perdeu seu bebê ou que algo aconteceu. É um conflito constante e ele acontece nos horários de mais falta de sono. Nos achamos péssimas mães, ás vezes ou quase sempre, por não conseguir fazer aquele bebezinho parar de chorar, mesmo diante de tantas tentativas. É pegar no colo, colocar pertinho do seu cheirinho ou no seio e tudo acaba, volta aquele afeto de saber que esse pacotinho esta ligadinho em você mais que nunca.

Esse bebê tem pai, mas é somente você nessas madrugadas, e nós tentamos nos encontrar dentro desse caos de amor e ódio.  O marido ou companheiro dorme, ajuda sim, dentro do que eles podem, porém, as ajudas são outras. Nesses primeiros três meses de vida é você, o bebê procura seu cheiro para acalmar. Isso é divino, perceber essa ligação de vocês e a dependência estabelecida ali.

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Nesses momentos é importante se observar, cuidar para não isolar o pai desses primeiros meses. Devido a intensidade dessa experiência, acabamos transferindo a raiva e a frustração por não poder dormir e do cansaço, além da dependência do bebê, para o companheiro ou quem nos auxilia. Reconhecer isso não é uma tarefa fácil, mas é preciso para construir essa nova relação de vocês três. Preciso aceitar que temos papeis diferentes que se completam. Os papais ou quem você eleger como companheiro ou companheira, mesmo os avós fornecem apoio para passarmos por essa transformação, são eles que nos dão o suporte emocional. Se apoie neles, os bebês dão trabalho e é preciso uma força tarefa quase sempre!

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Você não pode exigir do outro o que é seu papel. É muito importante compreender onde está a raiva, acessá-la, pois, isso trará uma linda construção do seu papel de ser mãe. Não existe uma fórmula, precisamos viver um dia de cada vez e desapegar das crenças e valores ditados, julgamentos internos, idealizações criadas pelo social, esses são os maiores vilões. Qual o seu significado de ser mãe? Ser mãe está em tentar acertar, ficar muito feliz quando o faz, tentar novamente quando não der certo, até estar exausta e finalmente conseguir. Acredite que o segredo mais antigo e verdadeiro é ouvir seu sexto sentindo, ele liga vocês e é invisível, sentido somente pelo toque, cheiro, afeto. Somente a experiência o dia-a-dia com seu bebê irá construir esse papel de mãe e o seu sentido, não as pessoas a sua volta. Talvez seja necessário desconstruir, para então construir.

Qual é a dessa tal felicidade? Por que a buscamos tanto?

Estamos a sua procura diariamente e quando a encontramos nos agarramos nela, esperando que traga certo “equilíbrio”.  Acreditamos que ela é estável, mas será que realmente o é?

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Porque buscamos tanto a felicidade? O que nos movimenta? Vamos refletir sobre o conceito desse termo:

“Felicidade é o estado de quem é feliz, uma sensação de bem-estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. A felicidade é um momento durável de satisfação, onde o indivíduo se sente plenamente feliz e realizado, um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento.” (Fonte: https://www.significados.com.br/felicidade/ )

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Como o significado mesmo já diz, se trata de um “momento”, ou seja, situações, sonhos realizados, quando adquirimos algo que tanto desejávamos, quando temos a pessoa que amamos por perto, rever alguém, estar em alguma situação que desejávamos estar.  Você sabia que os neurocientistas dizem que o nosso corpo ativa os sentidos através de quatro substâncias, é chamado o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina. (Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792 )

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Buscamos por ela para encontrar essas sensações sutis, porém elas nos transformam. Esses “momentos” nos ajudam a enfrentar um dia pesado, uma pessoa que inconveniente e até um dia cinzento. O importante é percebermos que esses momentos vêm, nos ensinam algo e ficam na memória, como simples lembrança. São momentos, então sinta eles, curta ao máximo, não se apegue como troféus. Muitas vezes, desejamos ter esses momentos de felicidade como “aquele” troféu do passado no presente. Busque lembrar desses troféus como momentos de felicidades, sempre estaremos construindo nosso futuro, no presente.

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Dessa forma, você irá perceber que a felicidade está em simples detalhes, desde comer algo que ama, fazer atividade física, ouvir uma música e até no sorriso solto de alguém que você ama, mesmo no ver um dia lindo de sol.  O que dificulta nesse processo de felicidade é quando buscamos a estabilidade em um momento, passaremos dias infinitos buscando e não conseguiremos encontrar o fator constante nesse sentimento. Vivemos atrás desses momentos grandiosos de felicidade, acreditando que durarão por décadas e deixamos de vê-la nos detalhes dos nossos dias. Se permita olhar para seu dia-a-dia tendo a certeza que terás muitos “momentos” de felicidade, onde é preciso desconstruir as crenças para receber o novo.

Permita se!

Desejamos colher frutos, mas não sabemos esperar!

Os frutos que você está colhendo são seus? Você os plantou? Ou andou colhendo frutos do vizinho? Muitas vezes temos o hábito, seja de forma premeditada ou inconsciente, de colher o fruto ou surfar na conquista do outro. Não existe nada de ruim em fazer isso. Mas vale parar para se questionar onde você tem colocado as suas “sementes”.

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Vou utilizar a palavra “semente, “fruto” e “colheita” me referenciando a sonhos, objetivos e projetos.

Temos tantos amigos por perto, pessoas que admiramos e nos completam, mas muitas vezes acabamos esquecendo das nossas “sementes” e passamos a desejar colher o que o outro plantou. Isso pode acontecer de forma bem consciente ou inconscientemente. Tanto em uma como na outra acabamos julgando ou criticando o outro, achando o “fruto” ruim.

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Acabamos projetando no outro o que deixamos de fazer, ou seja, esquecemos das nossas “sementes”. Só nos damos conta disso porque esse “fruto” não nos serve, por vezes é amargo e nem traz tanta satisfação. Sendo assim, nossa primeira ação é a de criticar a “colheita” do outro, encontramos milhões de erros e ainda desejamos dar palpite de como fazer. Se você se identificou até aqui, repense e reflita sobre esses momentos. Se pergunte porque você deixou de plantar as suas próprias “sementes”. A vida tem essa coisa linda chamada estações, nós temos isso dentro da gente, há tempo de colher, plantar, esperar e até adubar as nossas “sementes”.

Talvez você jogado suas “sementes” fora porque não tem paciência de plantá-las para colher no tempo certo, preferindo pegar o “fruto” do outro. Quem sabe jamais tenha se permitido plantar as suas e ter o prazer de colhê-las. Existe aquela clássica justificativa: “Não tenho tempo para esperar”. Mas esse tempo será gasto com a insatisfação diante dos “frutos” dos outros.

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Porém tudo é uma escolha, dê conta daquilo que você escolher sem culpar quem plantou. Caso você deseje plantar suas “sementes”, saiba que pode levar tempo para colher, mas quando começar a brotar, quando começarem a aparecer as primeiras oportunidades você irá perceber que essa “colheita” só está no começo. Para um “fruto” ser bom precisa passar pelas estações e ter muita paciência. Quando essas “sementes” germinarem você não dará conta de colher tudo de uma vez e irá apreciar cada “fruto”. Só então você aprenderá a guarda-los para os momentos certos! Desejo à você uma linda colheita!

O quanto as tuas escolhas te representam?

Você acredita que as escolhas que você fez na vida te representam de alguma forma? Elas foram motivadas por alguém a sua volta, quanto há de você nessa história?

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Sempre que atendo pessoas em processo de desenvolvimento, percebo que há uma forte insatisfação com algumas escolhas, seja por não se sentirem pertencentes a elas ou por não terem seguido as suas próprias. Existem dois detalhes bem sutis no ato de não fazer a sua escolha:

1- Algumas são escolhas do momento e elas não lhe representam, mas foi o caminho possível naquela circunstância. Essa é a nossa primeira resposta. Precisamos compreender o quanto é difícil colocar a nossa verdade nas escolhas em determinados momentos.

2- Existe aquele momento de romper com as escolhas ditadas, aquelas que já vem prontas. Nós sofremos influências a todo momento, seja da sociedade, de familiares, crenças e valores. Esses sempre serão os nossos principais dilemas na vida. Não é fácil romper com essa torcida organizada, desconstruir tudo isso para perceber onde você está em sua própria existência.

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Muitas vezes nos damos conta, que precisamos romper com as escolhas ditadas na nossa vida durante os momentos de dificuldade. Sabe aquele ditado popular ” se não for por amor vai pela dor”? Pois é, na maioria das vezes vai pela dor. Ficamos doentes, perdemos algo que amamos e então acordamos, percebemos o quanto deixamos de existir nas nossas escolhas. Olhe para suas. Você ama a vida dentro dessas escolhas?

 

Talvez parece que nada está andando porque você ainda espera aquele momento mágica, no qual vai passar um caminhão de escolhas na sua frente. E ele até pode passar, mas o problema não está nas escolhas. Passam os dias ou meses e você acaba se iludindo com essas facilidades.

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Diariamente a vida traz uma dose de oportunidades para você carimbar, as suas reais escolhas. Para acertar em cheio naquelas que são de acordo com a sua verdade, rompa com os dilemas internos. Seja os desejos dos nossos mentores, pais, família, amigos ou da sociedade. Não espere uma dificuldade chocante chegar para você colocar em prática a sua verdade. Talvez a dor seja maior, mas acredito que todos têm o seu tempo de despertar. Fique atento a sua vida, história e verdade, tudo que você precisa está bem pertinho de você.