O que a insegurança gera na nossas nas relações?

Em outros textos já conversamos sobre medo, ansiedade, julgamentos e insegurança, esses sentimentos comandam muitas das nossas ações e vão entrando sorrateiramente em algumas áreas da vida. Uma delas são as suas escolhas, e vai se espalhando nas relações amorosas, familiares, profissionais e amizades. Quando você percebe, está espalhada por todos os cantos. E aí, o que fazer?

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Nesses momentos nos sentimos bloqueados, ou seja, impossibilitados de seguir, não acreditamos ser capaz de ir em frente. Tudo parece ser um motivo para desistir, não acreditamos e tão pouco confiamos em nossas decisões. Muitas das vezes passamos a nos isolar ou até evitamos pessoas e relações.

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Você já se sentiu dessa forma? Consegue lembrar como foi? Pense em quais momentos isso aconteceu e por que você desistiu. Lembrou?

Segura esse momento aí e vem comigo. Tem um detalhe simples mais que pode lhe auxiliar; a forma como nos sentimos nas relações começou em algum ponto desse processo e isso veio de dentro de você, não está lá fora. As circunstâncias podem até transportar para o exterior, mas isso está em você. Você já percebeu o quanto sofremos influência do nosso meio nas relações com as pessoas? Nós escolhemos o que entra, fica ou segue dentro da gente. Parece confuso, mas muitas vezes acabamos agindo como uma esponja, pegamos esse externo, o “de fora”, para sustentar algo dentro da gente. Isso pode acontecer de forma consciente ou inconsciente, gerando insegurança e dificultando as nossas relações. O que você deve fazer nesses momentos é identificar onde aparece a insegurança e realmente se perguntar: Por que chegou tão forte assim? Onde surgiu? Como e quando?

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Permita-se ouvir a si mesma, sentir essa tal de insegurança, conversar com ela e enfrenta-la. O tempo todo buscamos fora o sentido dos nossos sentimentos, mas isso está errado, eles existem de dentro para fora. Acredite mais em você, faça auto pesquisa, se permita ao autodesenvolvimento, perceba-se dentro dos erros e acertos, eles constroem constantemente seu processo.  Se permita!

Mãe em construção: o que eu era antes de você chegar?

Desde que engravidei, passei a escrever um texto por mês para relatar essa preparação que envolve a maternidade e os dilemas internos, muitas vezes não comentados. A ideia era compartilhar como seria essa maternidade real. Se passaram os nove meses e a Julia, enfim, chegou! Quem já é mãe, gestante ou está pensando em ter filhos com certeza ouviu diversas falas sobre esse primeiro encontro, como o amor que surge quando o filho nasce, que juntamente com o bebê nasce uma mãe e por aí vai. Bom, esse tal de amor chega sim, mas acredito que cada mulher visualiza ele na sua forma. Há, porém um sentimento que unânime: quando nasce o filho percebermos o sentido da vida.

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A única conclusão que chego é, como já dizia o Carl Rogers, a experiência, hoje, se torna real. Só vivendo esse processo para ter a sensação desse momento, o de receber um ser de luz, gerado dentro de você. Esse ser está nos seus braços e você se questiona se existe algo tão humano e real quanto isso. Uma semana se passou desde o nascimento da Julia e eu me peguei pensando: O que eu era antes de você chegar?

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Apesar de todo o amor que a somos apresentados, venho me questionando sobre esse novo existir.
É Interessante essa sensação de parecer que nos conhecemos há anos, foi bom perceber tudo que vivi antes. Nos apegamos tanto aos valores, crenças, paradigmas e até brigamos para sair deles, estamos o tempo todo querendo buscando provar para nós mesmos e para o mundo, que existimos. Mas quando você vive a experiência de ser pai ou mãe, tudo cessa, acalma, você olha para trás e pensa: Ok, foi bom ter vivido 32 anos para estar onde estou. Não vejo mais minha vida mais sem minha filha. Porque isso a pergunta: O que eu era antes de você? Pergunta que a cada semana que passa vai tornando forma, a sensação é de um livro em branco, que ganhei quando a pequena Julia nasceu.

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A página da vida virou e a melhor parte é que ela está em branco, só vivendo cada dia com seu filho e marido ou esposa irá a compreender essa realidade. Não existe aquela angústia diária de querer mudar tudo o tempo todo, afina, agora o controle de algumas situações está nessa nova relação, literalmente no nós. Você percebe o que é viver com qualidade, a sua motivação é diária e nela você dá 100% de si. As outras áreas da sua vida terão a porcentagem necessária e a sua presença no momento que for preciso. O desafio é a cada dia, olho para a minha vida antes, penso: Como vivi tanto tempo sem você? Estou super a fim de escrever esse livro em branco, errar e acertar quantas vezes forem possíveis, isso me encoraja cada dia conhecê-la ainda mais!

 

Ansiedade: conversa franca!

Ela sufoca de medo, a insegurança nos confunde sem deixar compreender a realidade e até o ar nos falta. Por que sentimos isso? O que tanto nos apavora? Como tornar esse medo de viver a realidade algo lindo e real? Que julgamento é esse que está dentro de mim e me impossibilita de andar para frente? Por que se despedir do velho, daquilo que se era, gera tanta angústia assim?  O que nos faz repensar, recalcular e desapegar?

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Nos deparamos com o sentimento de que o que já foi está no passado e viver no presente não tem sentido. Há o medo de se perder e não se reconhecer ou de não se encontrar dentro de tanta novidade que vem pela frente. Isso é ansiedade? Você a encontrou, bem aí dando toda essa confusão. Mas, e agora, esperar passar ou enfrentá-la? É você que está aqui no presente é em você que deves acreditar hoje, agora, nesse minuto. Até esse momento você estava em uma ilusão criada que não te deixava te ver essa pessoa quem verdadeiramente é. É a tentativa para poder sustentar e esconder essa pessoa mimada, medrosa, ansiosa que apareceu, ou seja, descobriu que existe.

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Dói saber que esses sentimentos sempre estiveram aí, sabendo que você não pôde ver assim tão claramente. Onde esteve durante esse tempo todo, por que você conseguiu enxergar? Talvez porque ainda não estava preparada (o) para encarar.  É preciso olhar bem nos olhos, pegar pelos braços essa ansiedade e talvez até te sacudir e dizer: “Tá bem!!! Estou te vendo, mas o que mais quero é te esconder de mim novamente. Ainda é confuso te aceitar ou até lhe amar. Sinto e percebo que não tem mais espaço dentro de mim.” Como dói parar de bater o pé nessa vida, começar a aceitar essa tal de realidade que vem recheada de ansiedade, medo e angustia. Venho percebendo, aos poucos, que há momentos bons e outros até meio doidos, mas verdadeiros.

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Acredito no amar e deixar fluir essa realidade, esse novo papel sendo construído dia a dia, sem roteiro, mas com muita abertura. Viver é esse constante ir e vir, voltar, reconhecer, acessar, amar e se transformar, estando presente no que me propor. Não há uma ordem única para acontecer, deixemos chegar o novo, sem saber a cor, forma, apenas na única certeza que precisamos: enfrentar a ansiedade e plantar no hoje. Precisamos compreender que o ciclo e as colheitas acabam e recomeçam o tempo todo.  É necessário amar tudo que chega e estar disposta para viver abertamente essa construção de estar presente com o outro.

 

 

Que fantasia é essa criada? Será que a vida boa vem sem esforço?

Em determinados momentos da vida as circunstâncias te colocam em situações que você tem duas opções:  olhar para o que vive como uma linda fantasia ou encarar a circunstância de peito aberto, morrendo de medo, mas acreditando que no fim será bom.

Quantas vezes você se sentiu dessa forma? Qual foi a escolha?

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É preciso compreender e aceitar independente da escolha que você fez, pois ela trouxe resultados e foi a que deu conta no momento. Reflita sobre esse exemplo e utilize como um modelo do qual deseja repetir ou não, avalie com cautela e lembre-se: o julgamento é o primeiro sentimento que irá te assombrar. Aceite o que você está vivendo e sentindo, converse internamente para assim compreender melhor. Parece papo de louco, mas esse é um exercício para refletir sobre você e suas escolhas.

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Há essa fantasia que permeia a vida e o nosso cotidiano, desde de pequenos somos ensinados a isso, talvez alguns mais, outros menos. Nossos mentores apresentam a vida, na maioria das vezes, sob a óptica deles. A ideia aqui, porém, não é achar culpados, mas compreender de onde isso surgiu. Mesmo com esses aprendizados, existe você, que foi quem fez a escolha, é doído pensar assim, mas já escolhemos o que acreditar desde pequenos.  Existe o fator social que estamos imersos, onde a fantasia e a ilusão é a terra mais linda para se viver vivemos nos perguntando: Para que esforço? Essa vida irreal é permeada de consumismo, tentações, propagandas e conteúdo para resultados rápidos e “duradouros”. Essa tal palavra “esforço” vem bem pequenininha no contrato da vida, mas as redes sociais sustentam diariamente essa facilidade de viver através de um “filtro” da foto.

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Chegamos ao ponto que podemos percorrer tudo isso, fazer as escolhas, sejam elas certas ou erradas, que acabamos caindo na dura e verdadeira realidade. Aprecio o filósofo Descartes que diz que “somos corpo, mente e espírito”, cada um tem sua função no movimento da vida. Se passarmos a cuidar somente de uma dessas áreas iremos sobrecarregar e responsabilizar ela para resolução e manutenção de todo o resto. Criamos a nossa ilusão de acreditar que somente uma delas iria resultar nessa idealização criada. Devemos encarar as três como uma forma holística de viver. É preciso olhar com carinho para cada uma e buscar essa harmonia interna, sim, teremos que passar por essa realidade. Quando se descobre esse caminho encontramos a verdade de existir, motivando a cada dia a superação. A vida com belos resultados exige assumir cada parte e colocar a mão na massa, acredito que não é fácil enfrentar suas imperfeições de forma tão aberta no começo, porém é importante ser verdadeiro consigo mesmo.  Se permita existir nessas circunstâncias e experimente estar presente nesses dilemas.