Qual a relação entre julgamento, vitimização e medo? Por que eles nos impedem de seguir?

Já falamos muito nos textos sobre o medo e o quanto ele nos impede de seguir, nós não entendemos o nosso movimento e a importância desse sentimento existir no processo, passamos então a negar a sua existência. Penso que o julgamento ocorre a mesma situação, percebi isso em alguns momentos no meu próprio processo e nos atendimentos de coaching que realizo. Vamos refletir juntos para o identificarmos quando ele aparecer e sabermos o que fazer.

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Dentre todos os processos de mudanças e intensões de acertar nas escolhas, você já parou para pensar o quanto se julga? Por que muitas vezes não consegue seguir em suas metas ou objetivos? Ou o quanto esse julgamento sobre si mesmo tem travado a sua trajetória?

Normalmente, esse julgamento vem acompanhado de momentos onde o desejo e a expectativa sobre algumas situações não acontecem como imaginamos. Vou citar um exemplo, tente aplica-lo a sua história: Quando vou buscar um emprego, crio uma expectativa e idealizo que assim que entregar o currículo farei uma entrevista e logo serei contratado. Não entendo que existe um processo até o resultado acontecer. Nesses momentos ou outros que você tenha imaginado, vem a frustração devido ao fato de não ter conseguido, ou seja, o julgamento.

Passando assim a acreditar que as coisas “nunca são fáceis para mim”; “faço tudo errado”; “não penso muito bem antes de fazer”; “sou um burro (a)”.

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Eis que o julgamento tem seus segredos para reconhecê-lo. Ele está camuflado e anda conectado com a vitimização, o que normalmente está de mãos dadas ao julgamento. Ascendendo assim uma bandeira, o alerta de que é preciso olhar para esses dois indicadores, estamos nos julgando. Como todo sentimento tem sua família, vem de brinde o nosso queridinho medo. Chegamos até aqui e esse se encarrega de construir um processo que ás vezes não percebemos. Na próxima experiência ou situação que nos depararmos iremos acreditar que tudo dará errado. A confusão interna toma conta, nos levando a paralisar, e muitas vezes nos impedindo de seguir no que acreditamos ou desejamos. Sem perceber passamos a julgar os outros, porque realmente isso acaba nos irritando. Está aí outro indicativo do julgamento. Passamos a transferir o que nos incomoda para o outro, dessa forma tiro a minha responsabilidade de julgar a mim mesmo e evitar refletir sobre esses momentos. Colocamos o outro na nossa mira para minimizar a nossa auto percepção.

Como sair desse estado? Como identificar? Por que é tão confuso?

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Para tudo existe uma saída! A boa notícia é que tem solução e se você chegou até o final desse texto, provavelmente percebeu que isso é real com você, ou está curioso para saber no que esse caminho vai levar. O que importa é estar aqui e o primeiro passo é aceitar que sim, você se julga, então buscar entender outros momentos que você agiu assim. Olhe para tudo isso sem julgamento, mas sob uma óptica de que você pisou em falso e agora percebeu o deslize, permitindo ter clareza dessa situação. Ame seu processo como feedback, assim você identifica o que é necessário mudar para a próxima vez, tendo a oportunidade de se observar. Perceba-se auto julgando constantemente, mas reconheça, só assim será possível encontrar uma saída. Tenha certeza que tudo ficará um pouco mais claro e que isso é real dentro de você. O segundo passo é deixar “o chicote” do julgamento de lado. Compreender para deixar de se julgar é um processo, exige que estejamos presentes nas situações que nos propomos a viver. Viver é ser autor da própria história, para assim desenvolver uma inteligência emocional, o que exige dedicação e muito amor pelas suas escolhas até aqui! Permita-se!

 

Gestação: Angústias, intensidades e o amor que expandem!

Penso no receio de algumas mulheres sobre o tamanho que iremos ficar, apesar da curiosidade que sempre tive de como é levar um filho no ventre, também sempre carreguei o medo de jamais voltar ao que era antes. Sei que existe um certo egoísmo dentro disso, mas ele é muito real nesse momento que vivo. Ouço de muitas amigas, parentes e desconhecidos: “Não se preocupe, volta tudo depois”, “É normal, afinal, você está grávida”.

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Eu juro que acredito nisso, mas o ponto aqui é compreender o que venho sentindo dentro disso. Esses dias em que, literalmente, estou ficando enorme. Isso é real!

Enorme em…

– Redonda de amor;

– Na vontade de viver essa realidade onde fui jogada de cara;

– No desejo de fazer as coisas darem certo;

– No desejo de me permitir errar, me achar feia e também bonita ao mesmo tempo;

– Tanta confusão interna que ás vezes nem consigo compreender onde me perdi, então percebo que está bem assim;

– Na impaciência de ver essa barriga crescer, porque quanto maior ficar, mais perto está de ver a Julia

– Estar cheia de medo de não dar conta do que vem pela frente;

– Nas intensidades de viver, trabalhar, arrumar tudo para a chegada e ainda ter que lembrar que tem alguém que chegará daqui alguns meses e me apresentará o amor mais lindo;

– Estar cheia de angústia ao olhar para trás e ver minha individualidade sendo invadida por uma luz que está dentro de mim e já movimenta a minha vida;

–  Me permitir tentar viver isso tudo de forma presente, amando e vendo as realidades;

– Uma curiosidade que me invade todos os dias sobre como ela é. Será parecida comigo ou com o pai?

–  Como ficará o meu trabalho com a chegada dela;

– Onde me perder é necessário para me encontrar quantas vezes forem necessárias, já que, para estar presente é preciso aceitar as suas falhas;

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Estou realmente com uma enorme vontade de viver tudo isso, de me permitir me construir nesses nove meses e me preparar para aquilo que virá com a chegada da pequena Julia. Só saberei como agir quando ela estiver na minha frente, nossa experiência juntas será construída no futuro, só desejo estar inteira para viver isso. Tudo que foi idealizado, agora tenho certeza, só saberei quando estiver na experiência diária.

Ilusão, escolha ou culpa, em qual desses momentos você se encontra?

Nós falamos muito sobre ilusão e culpa, penso que isso é um dilema diário. Estamos imersos em um universo cheio de distrações que nos roubam de nós mesmos e quebrar com essa ilusão em um mundo que insiste nos jogar para algo irreal, é um grande desafio.

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Existem três pontos que desejo focar nesse texto: ilusão, escolha e culpa. Vamos ver como eles agem ou aparecem no dia a dia. Quando iniciamos um processo de autodesenvolvimento, isso nos possibilita encontros lindos conosco mesmo, desenvolvemos ou resgatamos nosso amor próprio, nos sentimos poderosos, mas ao mesmo tempo nos incomoda quando nos perdemos ou saímos desse caminhar.

Mas o que será que nos tira desse caminhar?

Ilusão: Nos rouba e normalmente a escolhemos quando não damos conta da realidade. Nos sentimos bem enquanto estamos nela porque nos aparenta não ter “mentiras”, mas viver nela é uma grande mentira. A dor aparece quando despertamos dessa falsa realidade, para alguns a queda machuca bastante e para outros nem tanto.

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Escolha: Essa que é opcional, que faz ora você estar num lado, ora estar no outro. Ela nos confunde sem sabermos qual é o certo ou o apropriado e nos leva a um outro ponto; a culpa. Quando percebemos que nossa escolha não deu certo nós nos culpamos, mesmo assim, de certa forma, ela traz um conforto, independente de que lado da vida ela está, se é o certo ou não.

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Culpa: Esse sentimento pode permanecer comigo ou ser depositado sobre alguém. Normalmente costumamos colocar em alguém para aliviar o nosso lado e quando colocamos em nós mesmos isso nos paralisa, machuca e acaba machucando mais alguém, sem nem ao menos percebermos. E ela sempre tem um motivo, sempre!

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Você se encontrou em algum deles? Então não se culpe porque independente de qual momento que você está, isso te levará para um lugar novo, esse, por sua vez, te ajudará a encontrar o caminho. O importante é identificar, aceitar e seguir se observando para estar aberto a acordar da ilusão e enfrentar a realidade e responsabilidade na próxima experiência que se apresentar diante de você. Escolher ir ou ficar sempre terá valor para o próximo passo! Permita-se!

Quando a vida do outro parece mais interessante

Você já se percebeu, em alguns momentos, mais focado na vida do outro do que em você mesmo? Acredito que isso seja um hábito de grande parte das pessoas hoje em dia, por isso hoje vamos refletir sobre o por que nos preocupamos tanto com o que outro tem, faz ou como está e por qual motivo isso muitas vezes acaba nos incomodando.

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Somos seres extremamente curiosos e acredito que essa é uma tentativa de entender a vida, ou mesmo de se ocupar com o alheio, além do fato de que adoramos ter uma informação nova para contar.

Você se identificou em alguns desses momentos? Pare um pouco e reflita, qual deles você se identifica?

Esses questionamentos precisam fazer parte do nosso dia-a-dia, porque ao nos perdermos na vida do outro acabamos percebendo que isso é muito melhor do que se formos nos ocupar com a nossa. Isso tira a minha responsabilidade de perceber minhas falhas e erros, já que estou me jogando para o julgamento do outro. Como tudo na vida é uma escolha, ás vezes escolhemos nos preocupar com o outro, mas isso traz consequências e é interessante identificar.

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Quando focamos demais no outro no outro, acabamos sendo levados pelo que vemos exteriormente, estamos sendo jogados diariamente para algo muito sutil, o fato de avaliar as pessoas por aparência e esquecendo do seu lado humano. Se você se identificou, não se assuste, isso é bem comum na vida de qualquer pessoa.

O importante aqui é identificar e buscar novos caminhos, testar ou mudar a rota para ter novos resultados.  Ame a sua parte errante e tome o rumo de achar o caminho para si. O simples disso tudo está em descomplicar, não se julgar, quebrar com as crenças. Para sair do papel de se preocupar com o outro, é preciso perceber onde você se perdeu de si.

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No começo pode parecer difícil, mas o mais importante é tentar fazer essa pausa para refletir. A questão é nós que geramos os nossos próprios dilemas, fazemos as escolhas motivados por algo que percebemos ser melhor. Acredito que é preciso se perder no outro para se encontrar.

Essa vida perfeita e sem erros que você imagina, ela não existe! Romper com essa ideia e aceitar as falhas são armas lindas para os seus recomeços, o seu autodesenvolvimento. É preciso coragem para lidar consigo sem julgamentos internos. Permita-se!