Amor tem receita, se decifra ou se vive?

Esse tal de amor que ás vezes nos faz suspirar, nos movimenta para a busca dele, ou que nos machuca. Será? Não sou especialista, mas venho buscando compreendê-lo e posso dizer que já vivi algumas fases dele em relacionamentos, sejam amorosos, familiares ou entre amigos. Pensando sobre o amor, percebo que temos o hábito de achar uma definição única e assim tê-la como verdade absoluta. Será essa é a receita certa desse sentimento? E será que existe uma receita? Fórmula? Passo-a-passo?

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Acredito que o amor é algo que passa por um processo de compreensão antes de ser definido. O sentido real surge quando estamos vivendo a experiência e iniciando essa compreensão. Há um ano e meio iniciei meu processo de autodesenvolvimento, e descobri que as minhas formas de sentir o amor, o que havia construído até os meus trinta anos, não sustentavam e em alguns momentos até machucavam.  Exceto aquele construído no meu relacionamento amoroso. Ás vezes passamos uma vida inteira amando as coisas e as pessoas baseados nas nossas primeiras configurações de amor, como aquele primeiro amor que sentimos. O que sentimos pelos nossos mentores, ou seja, pelas pessoas que nos criaram.  Não existe certo e errado, e sim o que é verdade para você, e é normal criarmos essa primeira referência, em alguns casos também não há essa referência em casa. E aí? Vamos para algo vivido, onde houve esse primeiro registro ou o significado de amor. Isso pode incluir os contos de fadas, novelas, filmes, e é provável que cada um tenha pegado um significado. Independentemente de onde você pegou essa significância, ela é idealizada por outra pessoa. Esse significado adquirido primeiro tem um sentido, mas será que é o verdadeiro? É aí que mora o detalhe, onde passamos a vida todo acreditando nos amores idealizados e acabamos nos frustrando, porque as criamos levadas pelos romantismos de contos de fadas, em que a expectativa criada não está condizente com a realidade vivida. Se já sentiu isso, que bom, podemos agora refletir que o amor é algo construído internamente, não ditado do externo.

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Penso que o amor é uma constante construção, ás vezes é preciso trazer um novo significado ás formas desse verbo, e desconstruir o que não lhe faz bem. Esse sentimento é algo que construímos, escolhemos, e esse é o desafio, descobrir isso. Para sentir e percebê-lo é preciso estar aberto para uma forma diferente de amar, que vem agregado com alguns sentimentos lindos como leveza de estar perto, respeito, cumplicidade e verdade. Aliado a isso há o desejo de querer bem e perceber que terão momentos desafiadores, porém de muito fortalecimento. Para sentir o amor é preciso de certas doses de razão, diálogo e espaço para você existir e respeitar a existência do outro. Acredito em algo especial de cada ser humano e que para cada um terá um significado diferente. Respeitar as formas de amar nos conduz a uma forma única e universal desse sentimento. Porque no fim, o que mais desejamos é aprender a nos amar e amar o outro na sua forma imperfeita de se descobrir. Relação e amor só é possível onde existe a forma individual de amar e a união do nosso, onde cada um possa dar o seu toque de amor.

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Como compreender o tempo se nem vivemos a experiência?

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Já pensou que passamos horas da nossa vida em trabalho, relações e situações sem sentido, que ás vezes nem entendemos o porquê? E ainda achamos que falta tempo para viver. Tempo esse ditado pelo relógio, dias e anos, a sensação é a de que vivemos em um constante ponteiro de relógio, esse que nos angustia, gerando ansiedade e medo, causando às vezes um vazio. Será que entender o tempo está fora de mim? Será que nos tornamos escravos disso tudo?  O movimento desse tempo está nas nossas mãos, mas como controlá-lo? É interessante pensarmos em alguns pontos: Como tenho aproveitado o tempo com as pessoas? Quando vivo uma experiência, estou presente? Quanto tempo tenho dedicado a mim, para realizar minhas ações?

Acredito que você já tenha lido ou escutado falar sobre o assunto mais comentado no século XXI: O estar presente. Um fator que nos atrapalha, e muito, de viver o presente é o fato de estar apegado ao que passou ao mesmo tempo que deseja viver no presente, da mesma forma estar no presente desejando o amanhã gera ansiedade, que tem sido usada como a maior desculpa do século.

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O que tem a ver com o presente, de verdade, é a experiência, essa é o passaporte mais real para viver no hoje. Quando vivo uma experiência como o meu aniversário, por exemplo, onde você está 100% ali, bem como seu pensamento, se sente feliz, está perto de pessoas que ama, não pensa no passado ou futuro, mas simplesmente no agora, sem preocupar-se.  Agora pense em situações em que você estava totalmente presente, e reflita sobre esse momento.  Quando vivenciamos a experiência de tal forma, aprendemos que o relógio, ou seja, tempo não é um problema, e sim um aliado. E então você adquire uma vontade interna de estar nas experiências e relações, por completo. E para isso é preciso olhar para dentro de si, e ver que cada escolha vivida tem sentido. Caso não esteja agindo assim, repense, traga um novo significado para esse momento. Ao estar presente na experiência você terá uma sensação de que a vida está correndo seu curso, sem a pressa de estar no amanhã. Afinal, o amanhã virá recheado de novidades onde terás que estar presente!

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Experimente viver o hoje, estar preso ao tempo e ser escravo de algo que não te proporciona paz é uma escolha! Viva e reinvente, se não der certo comece e experiência quantas vezes for preciso! Se permita!

 

 

 

É preciso coragem para ser autêntico!

Você já pensou ou leu sobre o significado da palavra coragem? Pois é, ela significa firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil.

Amo essa palavra, ensina constantemente que para muitas coisas que passamos é preciso tê-la. Por exemplo, coragem para dar o primeiro beijo, coragem para se colocar em uma situação, coragem para falar em público, coragem para viver, para existir, para não se julgar, para acreditar no que se sente, coragem para assumir suas escolhas. Uma palavra que nos mostra o quanto podemos ser fortes. Penso que o nosso desafio é descobrirmos a verdade sobre essa palavra porque antes de encontrarmos a coragem, passamos por momentos de tentativas nunca finalizadas, isso devido ao fato de nunca nos permitimos vivê-la. Você lembra de um momento que não teve coragem? Como foi? Agora pense em um momento que teve muita coragem, e então, foi diferente? Segura aí com você essas duas experiências, porque elas servirão, e muito para a nossa reflexão.

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Quando nascemos somos cheios dessa coragem, mas no decorrer do nosso desenvolvimento vamos perdendo ela. Nós vamos descobrindo o mundo, somos cientistas corajosos e curiosos, estamos literalmente experienciando o viver e o existir sem termos consciência disso. Vivemos em uma sociedade e somos educados pelos nossos mentores, estes nos apresentam as regras e nos corrigem levados pelo desejo de nos proteger. Nossos mentores nos apresentam as regras e a nossa sociedade dita. Vamos seguindo a nosso fluxo de desenvolvimento, crescemos e viramos adultos. E então nos deparamos com os dilemas dessa fase da vida, onde precisamos ter coragem e certa autenticidade. E agora? Essa chama da coragem que nos movia para a nossa pura verdade de sermos nós mesmos de forma autêntica está fraca. Isso porque crescemos e fomos fazendo escolhas, onde o nosso meio é cheio de valores e julgamentos que nos levam a perder nossa coragem de sermos nosso verdadeiro eu.

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Como romper isso?  É acessar lá dentro de você, para assim perceber momentos de coragem. Afinal, para você viver a sua verdade e ser autêntico será preciso ter muita coragem para ir contra valores e crenças que você criou internamente. Respeite seu tempo, acredite em si mesmo, converse consigo, permita que apareçam situações para as quais você não tem coragem. Um exemplo disso é saber dizer não, ou você se permitir colocar seu ponto de vista sem ter medo de não ser aceito. Comece colocando sua coragem nesses momentos, se observe e repense depois, mesmo que não tenha grandes modelos de coragem no passado. Viva a experiência presente e se desafie a ter coragem de se posicionar, de ser você! Ame tudo que vier de dentro de você, é preciso muita coragem para amar a sua parte boa e a ruim! Quando você compreendê-la, será uma caminhada linda!

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Que vida ideal é essa que criamos?

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Já parou para pensar nas suas escolhas? Onde está hoje, você sempre desejou viver esse presente?  Essa vida foi idealizada por você ou pelas pessoas a sua volta?  Vida ideal, o que é isso? A nossa sociedade nos dita valores o tempo todo, ideias como a de que todos somos família lindas, sem conflitos, onde sentir os sentimentos ruins são algo de outro mundo. Vida ideal e àquela criada sem sofrimentos, idealizada por um todo. E é essa que é tão boa de viver, até que surge a tal da angústia, e então nos questionamos sobre as escolhas. Por que estamos onde estamos?

Esse sentimento chamado angústia que sempre vem carregada de confusão e dor, que nos assusta, nos faz procurar formas de parar de senti-la através de remédios ou excessos e compulsões que criamos. Evitamos senti-la pelo simples fato de nunca termos aprendido a compreende-la. A questão é que não existe uma forma de saber como lidar sem antes senti-lo e identifica-lo. E é aí que entra o nosso social, criando um mito envolta desse sentimento, onde os que procuram compreender o que sentem são a minoria. Porém, a coragem para enfrenta-la é um lindo processo de autoconhecimento, e a revolta por nunca ter percebido também faz parte.  ljefioacebfeakgl

Esse desconforto é muito comum e todos nós passamos por isso. É como se fosse alguém dentro de nós que deseja aparecer porque a vida idealizada que buscamos viver até agora, não está mais nos sustentando. A questão é que todo mundo está, ou vivendo uma vida idealizada ou buscando encontrar sua verdade. O quero dizer é que, independente da sua escolha, é a verdade que lhe cabe. Se você se sentir bem, siga o que lhe conforta! Agora, se você se sente angustiado, desejando compreender-se, acredito que estamos juntos nessa. Falo isso porque um dia resolvi acreditar na minha angustia e dar ouvidos a ela, depois disso vieram alguns desafios e muitas alegrias, viver a minha verdade é algo desafiador, mas quando encontramos o caminho, ninguém mais nos tira dele.

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Acredite no que você sente internamente, converse e pense sobre o que lhe deixa angustiado, a vida idealizada é muito parecida com a vida perfeita. E elas existem, mas sem a sua verdade. Respeite as suas escolhas até aqui, busque sempre se descobrir! Porque para viver nesse mundo, não existe uma receita pronta e sim, você estar aberto para as experiências e fazer escolhas baseadas na sua verdade! Permita-se!