Vida perfeita existe?

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Será mesmo que essa vida perfeita que tanto buscamos existe? Passamos toda a nossa existência nos empenhando nessa busca, mas será que a perfeição é ditada pelo o outro, ou pelo que nós desejamos? E aí? Se existe eu não quero, e você? Acreditamos nesse ideal durante boa parte da nossa história, e somos apresentados a esse padrão pelo meio social ou por nossos mentores. Penso que a perfeição é como aquele comercial de margarina, onde todos estão sorrindo, tudo parece perfeito e os relacionamentos não passam por conflitos. Não é preciso ir muito longe para compreender esse conceito. As redes sociais e o meio midiático tentam constantemente fortalecer essa perfeição, seja no físico ou na personalidade, só apresenta-se a parte boa e fácil, ou seja, perfeita. Você é feliz sendo dessa forma?

Quando nos questionamos, encontramos um sentimento que não costuma aparecer nos “momentos perfeitos”, e a angústia é a pior inimiga da perfeição. Esse sentimento costuma aparecer quando nos relacionamos, por exemplo, quando esperamos que o outro agisse da forma que idealizamos, sem dor ou frustração. No momento que essa expectativa que criamos não ocorre, ela então, bate de frente com a angústia. E é nesse momento que desejamos que tudo aconteça da forma como acreditamos ser a “perfeita”, porque assim não há frustrações.

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Avalie as situações a sua volta e você mesmo, perceba o quanto somos influenciados constantemente, de forma inconsciente, a buscar por algo que não é real. A questão é que ninguém nos obrigou acreditar nessa “tal perfeição”, a escolha é sempre nossa, por mais que não esteja claro. Acabamos criando esse mundo ideal porque temos um medo danado de ser imperfeito e não ser amado, aceito, a grande maioria busca por ser algo que não é verdadeiro pra si!

O primeiro passo para sair desse ciclo é não se culpar, esqueça esse sentimento e só busque compreender a si e o momento que está vivendo. Ame e se aproxime da sua forma imperfeita de ser! Compreenda-se! É bom e há riqueza em ser imperfeito! Você tem uma sensação de sentir-se verdadeiro consigo, aceitando que irá tropeçar sim, que irá errar, mas terá orgulho de corrigir esse erro e na próxima experiência, viver o que lhe for apresentado. Então você deixa de sentir tanta culpa e começa a julgar-se menos, porque para compreender e encontrar a forma perfeita de ser para si, é preciso amar sua imperfeição e dar o melhor no que você acredita!

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Esses momentos vêm carregados de muito medo e ansiedade, vamos nos sentir julgados, e isso faz parte. Para desconstruir essa forma perfeita que criamos, haverá dor, mas ela passa e o depois só é possível se você der o primeiro passo.

 

 

Será que é possível montar o quebra- cabeça da vida?

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A vida tem disso, às vezes não compreendemos as voltas, encontros e desencontros que ela nos proporciona, nem o curso que ela tem. Pensamos que os “pedaços” para se tornar alguém estão por aí, e eles são as nossas relações, situações, pessoas e experiências. Irei ilustrar como “quebra-cabeça” da vida. Achar esses pedaços e seus significados é um processo, e quando compreendido se torna uma linda caminhada.

Esse movimento nos impulsiona a buscar mais peças e assim, tentar encaixá-las. Como é possível organizar esse tal “quebra-cabeça da vida”?

Penso que achar essas peças nos faz a cada dia tentar compreender mais sobre nós, ver qual imagem irá se tornar o que estamos vivendo. Como será o fim disso? Se pensamos que a vida é um grande “quebra-cabeça” com peças separadas para achar, logo entendemos que é preciso coragem para viver as experiências, é preciso relacionar-se, acessar sentimentos bons e os ruins e assim, transformar-se.

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Complicou tudo? Para esclarecer um pouco; a questão é que devemos viver cada ciclo da vida, permitindo-nos nos conhecer, gerando consciência e percepção de si mesmo.

Encontrar essas peças raras do quebra cabeça está no fato de aprendermos a nos relacionar com as pessoas, com nossos medos, angustias e expectativa. Esses momentos também vêm carregados, em grande parte da vezes, de muita felicidade por nos desafiarmos em encontrar a resposta ou a tristeza. Mas não esqueça: Nem todas as peças desse “quebra-cabeça” são belas imagens de você! Compreender a busca é um transformar-se e florescer constante. Haverá momentos de amor, paixão, medo, raiva, angustia, sol, chuva, brisa, calor, luz, trovoada, para então surgir um arco-íris. Se você deseja completar uma peça desse quebra cabeça e tornar-se um lindo jardim, será preciso passar por todas essas intempéries e assim, retomar o ciclo.

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No final talvez nem tenhamos completando aquela imagem real. O segredo é estar em constante movimento, transformando-se para se aproximar da sua realidade, que lhe é apresentada diariamente! Permita-se!

 

 

 

 

Para achar paz é preciso passar pela trovoada

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Passamos por situações que auxiliam para o resgate da nossa verdade. Já se sentiu em alguma situação assim? Onde não era capaz de agir de uma forma e teve que passar pela “trovoada”? Quando passou, sentiu paz ou ficou assustada com a forma que a enfrentou?

Caso tenha lembrado, use esse exemplo para você compreender se teve raiva, dor ou paz. Penso que quando acessamos um desses três sentimentos ou todos juntos, estamos caminhando por uma estrada que não conhecemos e só será possível acessá-la se você se permitir. Temos a crença de achar que os conflitos que passamos não podem nos expressar, e então fica difícil de nos relacionarmos conosco mesmos e com os outros. Quando negamos o que vivemos nos tornamos limitados para compreender o outro. Como é possível que esses sentimentos possam andar juntos? Sim, é muito possível! A raiva é um sentimento precioso ou um monstro para os que têm medo de acessá-lo e o exteriorizar.

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Alguns passam uma vida negando o que sentem e guardando essa raiva, mas quanto mais negamos mais isso nos sufoca e causa dor. Por não expressar o que sente, a raiva vem como a “monga” para fora, descontrolada e desgovernada, de forma agressiva, verbal ou fisicamente. Nosso maior desafio é identificá-la e isso machuca, pois não reconhecemos como esse sentimento surgiu. É preciso compreender o tamanho dela e como ficou tanto tempo escondida?

Porém, é preciso aceitar que, ao contrário do mundo sem dor que imaginamos, quanto mais negarmos, mais ela irá crescer. Não é um processo fácil e muito desafiador, mas a paz vem por compreender que as nossas imperfeições nos tornam reais. O detalhe neste processo é que não é permitido se apoiar na raiva, ou você irá escondê-la ou usá-la para culpar o próximo, e isso sim é uma bela manifestação de negação.

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Precisamos aprender que as nossas relações e experiências nos auxiliam para encontrar a nossa verdade, e quanto mais culparmos as pessoas, situações e sentimentos de dor, mais nos tornaremos frágeis. Ame esses momentos como dias lindos de sol, porque por mais difícil que seja, quando aprendemos com a experiência de se perceber, lidamos com o nosso self real.

 

E aí, a vida tem te desafiado a viver?

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Qual angústia você tem vivido, a de ser desafiado constantemente pela vida ou de ter medo de sair do lugar? Às vezes as situações que vivemos nos surpreendem, podendo nos deixar felizes ou em constante angústia.

Já parou para pensar que tudo o que nos move é o universo? Universo de possibilidades, encontros e desencontros. Quando me refiro ao universo é a força que nos cerca, tudo aquilo que não é visível aos olhos, mas possível de sentir. Confuso? Pense em um momento da sua vida no qual você conseguiu conquistar algo que tanto desejava. Assim que conquista, você passa a usufruir, acredita fielmente que está tudo resolvido e equilibrado. Porque querendo ou não, nós temos uma grande ilusão de que um dia conseguiremos equilibrar a vida, e que neste estágio não haverá mais desafios. Aí, vem a vida e prova o contrário, novamente! E agora, o que você pensa? Lembrou de algum momento assim? Segura esse exemplo aí com você!!

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Nestes momentos bate a dúvida: Ou encarar o desafio ou voltar para a sua “tranquilidade”, ou seja, ignorar esse desafio, que pode ser um grande aprendizado também! Uma das duas escolhas já será uma decisão e ambas trarão as suas consequências.  A reflexão hoje, é para encarar o desafio que está sendo apresentado. Sei que não será uma tarefa fácil, mas garanto que trará muitos frutos.

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Para conquistarmos a nossa autonomia, é preciso aceitar os desafios da vida, que nos impulsionam na busca pela verdade e trará um grande sentido para nossa história. Quando nos permitimos embarcar nessa jornada, estamos tomando um passo de existir para nós mesmos e consequentemente para o universo.  Uma vez que você inicia essas descobertas, dificilmente sairá dessa experiência da mesma forma que entrou. É neste detalhe sutil que mora um processo lindo de evolução ou crescimento. Esse processo, somado a tantos outros no decorrer da nossa trajetória, constroem a história da nossa vida onde nós enchemos o bagageiro de experiência, que trará orgulho e sentido a todo o resto. O importante é estar com os olhos abertos para as oportunidades do Universo, porque ele nunca para de mandar recados! Arrisque, olhe na curva da vida, lá sempre terá algo colorido para se viver e aprender!

 

Quando voltar ao que era não tem mais sentido

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De repente, você acorda para o seu autodesenvolvimento, embarcou nessa jornada, percebe que voltar atrás não tem mais sentido e o seguir em frente requer dedicação. E aí, já se sentiu dessa forma? Você até tenta encaixar um comportamento antigo nessa nova trajetória, mas surge uma sensação que não se encaixa no presente. Por que nos sentimos assim? Por que, isso nos incomoda tanto?

Acredito que existem paradigmas que acabam interferindo neste processo: a vilã da história já é uma participante dos nossos textos, as crenças limitantes. As crenças limitantes atuam como coautores da nossa história, estes que nos prendem, amarram e servem para alimentar o nosso medo de seguir. A crença é algo que construímos na nossa infância, nós aprendemos através das nossas primeiras experiências com os nossos mentores (pai, mãe, avós, quem elegermos para respeitar), também é influenciada no decorrer do nosso crescimento, observando o mundo através da ótica destas pessoas. Porém, romper com essas crenças limitantes é algo interno, que machuca e dói! Às vezes fazemos isso em alguma situação, mas com certo apreço e medo. Somos inundados por um receio de perder tudo que conquistamos até o momento atual da vida!

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Quando conseguimos romper as crenças limitantes, vamos construindo novos olhares sobre si e sobre as situações que experienciamos. Eis que damos um passo lindo em direção ao novo, adquirimos consciência interna e caminhamos para o nosso autodesenvolvimento, percebemos que algo mudou. Ao chegar nesse ponto, nos deparamos com a tendência de voltar nosso olhar para o passado, ou seja, para a nossa crença limitante, e usarmos ela como referência para o novo. No momento em que tentamos voltar ao que éramos, percebemos de imediato que isso não se encaixa na escolha atual, levando ao surgimento de um grande conflito interno, e é aí que a confusão está feita.

Esbarramos na escolha: Deixar a crença ou seguir rumo ao novo que nos trouxe autoconhecimento e desenvolvimento?

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Surge a dúvida: Romper com algo que nos dói ou manter a crença limitante?O importante é buscar compreender que a dor e o medo sempre nos acompanharão nos processos, seja ficando com a crença limitante ou seguindo em frente. E meio aos questionamentos, existe o “mas”; se você se permitir seguir o caminho terá cada vez mais aventuras dentro de si para se autoconhecer e atualizar. Nessas jornadas de evolução, o universo te mandará flores no caminho, algumas delas terão espinhos, é preciso se permitir vivenciar essas dificuldades e enfrentar os desafios. Quando isso acontece dentro de nós, voltar àquela crença limitante já não é uma opção e enfim, ela ficou no passado. Caso escolha continuar com a crença, comemore, pois isso já é uma escolha. Se permita compreender o motivo da dor de se desprender dela e estará caminhando para um grande avanço. O importante é compreender o que você está sentindo!