Por que não aprendemos a aceitar esses sentimentos de tristeza e angústia?

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Qual é o medo que temos de buscar entender os sentimentos de tristeza e angustia? As vezes, pelo fato de não ter clareza desses sentimentos, os negamos. Agora, para onde vai esse sentimento? Quando não pensamos sobre e não percebemos um desses estados, ficamos irritados e desejamos negar o que sentimos.  Para compreendermos como ocorre esse processo, existem pontos que nos influenciam como a negação, o social,  e as crenças sobre angústia e tristeza.

 O social, como já sabemos, é porque estamos inseridos em uma cultura que constantemente nos sistematiza para um “padrão”, para olharmos para esse viver no mundo sem tristeza com um romantismo que muitas vezes nos iludem e negamos. Onde as redes sociais polemizam a felicidade de ser o que não sou para parecer para o outro: “olha o quanto sou feliz”. No fundo, a tristeza ou a angústia apertam no peito e nos motivam a colocar frases em nosso perfil que, muitas vezes, nem temos a total consciência do porque a escolhemos.  Buscamos constantemente formas de sustentar esse social, vivemos e nada cessa para diminuir a dor interna que só aumenta.

As crenças. Nós já falamos sobre esse tema em outros textos. Penso que essas sempre aparecerão no processo de autoconhecimento. A crença é formada na infância, normalmente criamos as nossas percepções das crenças através das relações com os mentores, pais, avós ou tios, pessoas que foram nossos primeiros modelos. Construímos conceitos através dessa experiência e vamos trazendo em nosso processo até os dias atuais. O primeiro conceito ou olhar que trazemos para a tristeza ou angústia é baseado em nossa primeira experiência. Se nossos mentores negavam, é provável que estejamos repetindo ou negando sem perceber. O objetivo aqui não é achar culpados e sim buscar compreender de onde vêm esses conceitos.

Você conseguiu se ver em alguns deles? Lembrou de alguma situação lá no passado que traz essa crença de negação? Se percebeu, primeiro não se culpe por não ter percebido isso antes, simplesmente resignifique, olhe para situação como aprendizado. O que passou, passou. O foco é compreender o que houve lá no passado e buscar estratégias para enfrentá-los hoje no presente.

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Nessas circunstâncias, aquela frase clichê “aceita que doí menos”, é nessa que vamos seguir. Se aceito acesse esse sentimento, fazendo questionamentos como: Porque estou sentindo triste ou angustiado? Aceitar o que senti, caso tiver vontade de chorar, ouvir musica, acesse sem medo. Falo isso porque passamos uma vida toda acreditando que os sentimentos de tristeza, angustia não podem existir. Quanto maior tempo você negar o que sente, mais insatisfação você terá com a vida e circunstâncias, não esqueça que a irritação é um sinalizador da negação.

É preciso compreender que somos imperfeitos, que não nos conhecemos o suficiente e que fazemos escolhas tristes as vezes. Aproveite esses momentos e converse consigo, sinta deixe passar esse dia, mas aceite o que sente. Tenho certeza que o outro dia sera bem leve.

Por que tem dias que não se encaixam na vida?

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Tem dias em que acordamos e nada se encaixa com a realidade que estamos vivendo,  parece que o fluxo está confuso, da vida e das pessoas. Sentimos aquela sensação de o dia não encaixar na vida. Aquele momento em que você se sente estranho na própria vida. Sente o dia pesado ou angustiante. A nossa única vontade é que o dia vire e tudo que está acontecendo acabe com uma bela noite de sono. Você já se sentiu assim?

É, a vida é pesada as vezes, angustiante e até triste, mas dias assim existem e o único problema nesses dias somos nós. Porque criamos em nossa mente que todos os dias têm que ter corações, amores, prazeres, é que viver em busca do que te faz feliz tem dessas coisas e desses dias. Como já falei em outros textos, a vida é o nosso bem mais precioso para experienciarmos e percebermos como estamos, ou o que estamos negando nesse dia.

Nesses dias, se faça a pergunta: Por que estou sentindo e vendo isso? O que preciso perceber em mim? Dias tristes, angustiantes fazem parte sim do nosso autoconhecimento e desenvolvimento, dias assim são ricos de você, acredite.

Quando perceber dias assim, pare e reflita. É preciso repensar, ressignificar e buscar compreender essa sensação. Isso é viver, existir, estar consciente e presente em cada dia. Mesmo sendo ruim é um presente de aprendizados. Dias assim podem ter muito sentido em nosso processo. Normalmente nos ensinam a perceber algo novo, compreender o porquê da dor, da angústia. O problema de não conseguirmos amar também em dias assim é que fomos constantemente condicionados a pensar que tem dias que não tem sentido na vida.  Acreditamos que a vida é feita só de momentos bons, como aqueles contos de fadas em que os dias ruins só existem para vilões, só eles tem dias ruins. Somos seres em constante oscilação entre a nossa luz e sombra. Aprendemos que temos que negar o que sentimos de negativo para entender que aluz é vida, mas a sombra guarda coisas lindas de você que podem ser ressignificadas.

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Negar esses dias só irá te trazer cansaço, irritação e desejar que ele acabe. E ele pode até acabar, mas uma hora esses dias voltam com força na vida! Preste atenção e aproveite para se perceber na sua angústia. Se faça perguntas sobre porque esse dia esta pesado.  Terá momentos em que você não achará a resposta, porque o não achar já é uma resposta. Nesses momento, é a vida dizendo: “aquieta esse coração e descansa!”.  Se permita fazer algo nesses dias que nunca fez! Siga e esteja presente!

Quando o excesso de afeto nos cega para as relações…

Você percebe o porquê busca as relações hoje? Tem clareza sobre?

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Em boa parte das vezes não percebemos que a nossa busca pelo o outro é para sermos amados ou para evidenciarmos o que somos. O foco da nossa reflexão é falarmos sobre a busca constante em nossas relações,  sejam com pai, mãe, irmão, amigos ou relacionamentos com parceiros (as), de sermos amados ou reconhecidos. Penso que fazemos sem perceber e devido a esse fator, somos envolvidos pelo afeto. Aí, boa parte das vezes, isso nos machuca de uma tal forma…

Por que é tão difícil tirar o coração de algumas relações? Por que o afeto é algo que nos machuca? Você lembra em que relações você se sentiu não estar enxergando? Antes de qualquer julgamento consigo mesmo, é preciso trazer essa reflexão pra sí, se perguntando: o que venho esperando dessas relações? Não iremos achar culpados e, sim, refletir sobre. Sempre que nos relacionamos passamos a projetar no outro o nosso amor e quando o vemos refletido no outro, criamos esse afeto e ficamos encantados com isso. Parece confuso?  É o sentir-se cego. Muitas vezes porque ficamos tão encantados na forma que somos com aquela relação que criamos, que acabamos fechando nossos olhos para as experiências reais daquela relação, preferimos acreditar nesse afeto que criamos.

Devido ao fato de não desejarmos ver a realidade dessa relação, passamos a acreditar nesse afeto e deixamos de olhar para os detalhes, entrelinhas do relacionamento. Acontecem situações que negamos, não temos coragem de enfrentar. Por dois motivos: porque é  difícil, dói, ou porque acreditamos que se enfrentarmos a verdade deixaremos esse afeto a que estamos apegados.

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As relações que criamos em que ocorrem excessos sempre serão indicadores de como nos comportamos, existimos, e uma grande bandeira vermelha para identificar algo que não estamos percebendo. Como se prevenir dessas situações? Não existem fórmulas ou passo a passo completo. É preciso se disponibilizar para a experiência. Caso perceba que isso aconteceu, utilize-a como modelo para no próximo você identificar com clareza. Percebendo assim, iremos criar internamente um universo de autopesquisa e autoconhecimento que sempre em que estivermos disponíveis para a vida, ora aprenderemos com esses excessos e ora seremos disponibilizados para uma nova experiência que não tínhamos no passo a passo.  Isso é viver, existir na sua forma, permitir os aprendizados, porque a vida nos presenteia todos os dias com experiências que nos ensinam. Estar consciente é ter presença nessas situações que nos machucam e enfrentá-las sempre acreditando que quando acabar a dor terá um lindo de aprendizado. Se permita viver da sua forma imperfeita!

Quando somente uma pessoa existe na relação?

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Uouuuu, quem já teve essa sensação de somente o outro existir na relação, levanta a mão! Normalmente quando nos relacionamos com o outro, temos grandes desafios como trazer para a relação a sua forma de existir. Viver uma relação com a outra pessoa sendo você mesmo, aceitar o outro na sua forma. As relações desandam quando existe o “conflito”, onde o outro também quer existir. Nesse momento pelo simples fato de já ter um afeto na relação, deixamos o mais forte existir em prol do relacionamento.

 Ixii! É nessa hora que o outro existe e a relação acaba sendo somente de uma pessoa. O que ocorre quando somente uma pessoa existe na relação é que o outro somente aceita e se cala. Acaba se angustiando, mas também podemos perceber que para algumas pessoas o “se calar” é evitar conflito. Quando esse conflito deixa de existir, nada acontece porque a angústia pode gerar situações como desafeto, impaciência, irritação ou até o término dessa relação.

Porque evitamos tanto esse conflito de existir? Seria a crença que criamos que se posicionar em nossos gostos, jeitos, e forma de viver é egoísmo!  Caso você perceba isso na sua história, pode levantar uma bandeira vermelha porque é preciso que você busque existir na relação.   O que nos gera angústia é o fato de não acreditarmos em nós mesmos, na nossa capacidade de sermos nós mesmos! Olha que lindo, você existir em uma relação, passar por um conflito nessa relação e evoluir com o outro!

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Quando falo conflito, digo que para duas pessoas coexistir existirão os “conflitos” para alinhamento da relação, isso é saudável.  Irá gerar aprendizado, evolução. Para que isso aconteça, você precisa estar aberto a viver e experienciar isso, sem o medo de ser você e se entregando a experiência do aprender. Porque os momentos que não nos ensinam, escravizam, pode ter certeza que somente uma pessoa existe nela.  Isso não é relação, precisamos das relações para percebermos a nossa existência. Mantenha pessoas ao seu lado que o seu coração almeje a presença e que lhe deem paz de existir ao lado dela.