Quando o desapegar para seguir é doloroso

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Quantas vezes você já se sentiu dessa forma, ter que desapegar de pessoas, objetos, situações, de um momento que gerou uma grande dor? Por que nos apegamos e depois temos que  desapegar? Quem criou esse sistema, que nos prende e nos gera angústia, medo de perda e apego?

O neopsicanalista Otto Rank reflete que o processo de apegar e desapegar se dá desde o nosso nascimento, desde o momento que nascemos. O ato de nascer é um marco na vida. Quando nascemos precisamos do leite materno, mamadeira, e então chega o momento em que temos que desapegar para começar a comer outros alimentos. Nesse momento, nos apegamos aos alimentos e assim seguimos o curso do nosso desenvolvimento. Por que falo referente a esse fato? Nós acabamos gerando novos ciclos de apego e desapego ao longo da vida, nos apegamos a pessoas, objetos, situações, e aí também chega o momento de desapegarmos para crescer e evoluir.

Penso que se compreendermos o ato de apegar, desapegar e crescer, encontraremos a maturidade. O desapegar no começo dói, corrói, porque machuca deixar velhos hábitos e buscar novos que irão ter um foco para os nossos objetivos e metas. A maturidade aparece quando entendemos esse ciclo apegar-se a algo novo, emoção, situação, pessoas, para assim entender como nos sentimos, o que desejamos com esse apego.

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É sempre interessante nos questionarmos: por que busco tais situações? Se tiveres respostas e não sofrer com isso, provavelmente esse apego já caminha para o desapego. Caso doa internamente, é preciso pensar, não negar o que sente, viver e compreender. Passando por isso, você também caminhará para o desapego.

O desapego acontece quando você entende que foi preciso apegar para compreender e crescer com essa experiência e assim desapegar para seguir e dar espaço ao novo, e com certeza isso lhe dará muita paz! Se gerar dor, é possível que você esteja com outros sentimentos como medo, irritação, ansiedade e apego. Sentimentos que não possibilitam ver o novo. Quando desapegamos sem sentir dor – isso leva tempo – compreendemos a magia de seguir sem medo!

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A maturidade é entender o sentido do APEGO e do DESAPEGO, e saber que cada tem um papel no nosso processo de amadurecimento. Porque a maturidade não tem idade e sim a nossa capacidade de entender esse processo e aceitar o que vier. Após o processo, terá um novo ciclo de apego e desapego, para assim gerar o novo crescimento. Esse movimento é cíclico, nunca acaba.

Lembrando que para que tudo isso aconteça, dependerá da sua disponibilidade de se perceber. Será doloroso no inicio, mas tenho certeza que valerá muito a pena. Porque tudo que nos disponibilizamos experimentar. Feito com consciência, só lhe trará autoconhecimento para seguir sempre! Tenha paciência com seu processo, ame-se!

Medo + Ansiedade = Angústias que nos sufocam!

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Por que nos sentimos angustiados? O que nos geram essas angustias? Porque esse aperto no peito nos tira o fôlego, tira a razão e nos arranca a coragem ou aflição?

Muitas vezes não sabemos porque nos sentimos assim, perdidos e com aperto no peito. Penso que tudo que sentimos acabamos gerando e o desafio principal é decifrar como começou e de onde veio.

Sei que não e fácil identificar esses momentos, mas se você se permitir dar o primeiro passo, com certeza encontrará a resposta. O maior desafio é acreditar no que você está sentindo. Faça essa pergunta: Por que você, às vezes, tem esses sentimentos que são velhos amigos da angústia, o medo e a ansiedade? Porque eles aparecem! O medo, como já comentei em outros textos, esse sempre estará conosco. Quando equilibrado, ele serve como um moderador e pode até lhe auxiliar nos processos de mudança, aliado com a cautela. Mas quando o medo de não dar certo, não ter certeza das decisões, chega e você não tenta ir em frente, ele te paralisa e não deixa você sair da sua zona se conforto.

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Neste caso, a melhor companhia do medo é a ansiedade. Quando esses dois se encontram, o medo já te paralisou para não ir a próxima etapa. A danada da ansiedade entra nesse momento para dizer assim: Vem medo! Só que como ela também não está equilibrada, acaba dando força para o medo sair do lugar, da “zona de conforto”.
Assim, temos pressa porque está tudo correndo, aí o medo é arrancado da zona de conforto. Tudo que é feito com força, quebra a etapa e consequentemente acaba gerando a nossa famosa angústia. Agora, conseguimos identificá-la. É confuso normalmente.

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Garanto que se você perceber, só nos resta entender o porquê você se sentiu assim. Se faça as perguntas: quais momentos experienciados que me geraram esse sentimento de angústia? O que está te gerando esse aperto no peito? Em quais momentos você se sente assim?

Quando você identificar os momentos, tente pensar nos sentimentos que sente como o medo + a ansiedade = a angustia, identificando ficar mais fácil compreender e elaborar esses momentos.
Quando compreendemos a importância do que estamos sentindo e nos questionamos, nos permitimos acessar o sentimento e o problema para assim resolvê-lo. Se permita caminhar para si e se ressignificar, se for preciso!

Amo quando a vida toma cor e forma

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Você já teve aquela sensação de ter passado por alguma situação que se sentiu tão viva, plena, feliz? Você consegue lembrar de momentos assim? Não precisa ser intenso, mas aquele momento em que você sentiu o vento, a cor do dia, aproveitou a companhia de uma pessoa especial, achou o máximo um passarinho cantando, ouviu o tic tac do relógio. Consegue lembrar de algum? Alguns sintomas de estados de felicidade e paz na vida?

Pense que deve ter algum momento como esse guardado aí nesse coração tão lindo. Lembrou? Vamos falar um pouco sobre esses  “despertar” que temos em nossa vida, desse brilho, desse despertar que acontece nas pequenas coisas, desse amor, felicidade que sentimos e ora identificamos, ora negamos. Como a manter esse brilho nos olhos da vida? Penso que existem situações que devemos observar para identificar. Esses momentos só acontecem quando passamos a diminuir nosso tempo. Mas como assim?

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É quando você passa a olhar para o tempo como um amigo, e pensa nele como um aliado no percurso que está em sua forma de existir. Para isso, é preciso pensar no tempo: qual o tempo que tenho dado pra estar comigo mesma (o), o tempo que deixo de fazer as coisas para mim, o tempo que perco tempo com internet, coisas que me ocupam, ou seja, que não são produtivas.

Se você conseguir pensar sobre isso, entenderá que o tempo será seu amigo, porque passará a preocupar-se consigo e a fazer coisas pra si, como respeitar o seu tempo. Quando você passa a se conhecer, esses momentos acontecem… Será nesses momentos que você começará a ter grandes indícios de ver detalhes na vida que não via antes, pode ser desde uma placa que sempre esteve ali e você não via até a cor linda de um dia cinza.

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Quando você chega nesse estágio é perigoso, você teá cada vez mais consciência do que te faz bem, agrada. Isso começa a gerar em você um desejo de continuar percebendo esses detalhes. Mas fique tranquilo, porque esse brilho que você vê na sua vida é um lindo começo de autoconhecimento. Quando você se permite ver seus detalhes e os da vida passa a ter mais paciência consigo e o tempo realmente se torna seu “Brother”!

Aí o próximo passo é viver um dia de cada vez desfrutando esses lindos detalhes!

 

Três formas de perceber quando procuramos um amor que não merecemos

 

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Você já teve aquela sensação de estar em um relacionamento amoroso e pensar: “isso não é o que sempre sonhei.”? Por que sempre procuro as mesmas relações? Pense: Por que continuo fazendo as escolhas sem sucesso e me frustro?  Por que insisto nessa forma de amar que só me faz sofrer?

Normalmente não compreendemos esse processo e acabamos nos envolvendo com pessoas tão diferentes da gente. Às vezes, temos uma primeira experiência de relacionamento que não esperamos, terminamos ou nos mantemos nesses ciclos. Muitas vezes juramos que isso não acontecerá e quando percebemos estamos nessa relação que não nos leva pra frente. Outra reação é pegar repúdio por pessoas desse tipo e nos fecharmos para outros relacionamentos ou buscar o mesmo. Quando passamos a buscar o que nos faz sofrer, apertamos o play para a bagunça e achamos que não existe ninguém especial o suficiente. Passamos a acreditar em uma ilusão que criamos.

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Agora o que fazer com tudo isso? Existem três óticas que você está vendo: a ótica dos outros, a ótica da primeira experiência e a ótica do que você deseja.

A ótica do outros realmente nos confunde, porque normalmente acreditamos que nossos amigos tem absoluta certeza do que merecemos. Bom, se você estiver sendo guiado totalmente por essa opinião, provavelmente o resultado não será agradável. Porque as pessoas que nos amam, amigos, nem sempre tem a melhor opinião, podem estar se baseando pela sua experiência. Só aceite essa opinião se essa pessoa for alguém que é modelo para você nesse quesito.

Ótica de primeira experiência. Às vezes nos baseamos em nosso primeiro amor, àquele de pai, mãe, essa primeira forma de amar. Normalmente buscamos amor no outro com base sobre como fomos amados pelos nossos mentores. Se em nossa primeira infância tivemos muito amor demonstrado, passamos a ter mais facilidade de perceber que merecemos uma pessoa específica. Porque sempre que nos relacionamos, buscamos inconscientemente em nossas primeiras experiências de amor um relacionamento que vimos. Normalmente, se tivermos inicialmente relações sem muita demonstração de afeto, passamos a dar valor para essas relações, as buscamos nos relacionamentos. Porém chega um momento em que elas não sustentam ou viramos escravos dela.

Ótica do que você deseja, essa acontece quando você se frustra com uma das duas visões acima, quando você percebe que tem algo de errado e busca mudar. Acabamos desejando o contrário e passamos por uma briga interna. Porque estamos desacreditando das nossas primeiras experiências na infância de amor. Nesse momento, é importante voltar para duas perguntas:  Por que procuro sempre as mesmas relações que não deram certo? Por que estou buscando ser amada por pessoas que não me amam?

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Para achar novas respostas, arrisque e busque outras formas, procure olhar pra si e tentar compreender. O mais desafiador é quebrar essa crença que te limita de ver o que você realmente merece ou acredita. Se permita observar pessoas que tem sucesso nessa área e pergunte como a pessoa fez. Procure modelos de pessoas que estão bem nessa área e com certeza você irá se identificar e aprender. Quando nos permitimos aprender com o que não deu certo, buscaremos ser melhores para nós mesmos no próximo relacionamento.

Normalmente procuramos o amor que não merecemos pelo simples fato de não termos a mínima ideia do amor que merecemos.

Busque, se permita viver um amor totalmente diferente de suas crenças, as que te limitam! O amor não é uma coisa só de corações e sem esforços, amar exige dedicação, se permitir,  flexibilizar e uma matemática linda de se completar.