Andamos nos enchendo de nós mesmos ou da vida dos outros?

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Por que quando temos um processo de mudança temos a percepção de ver problema em tudo e em todos? Existem situações e momentos que nos geram tantas angustias. Por que nos sentimos aflitos quando nossos amigos ou familiares continuam fazendo tudo errado? Por que isso nos sufoca, irrita?  Existe uma prévia definição, é que quando iniciamos um processo de mudança passamos a ver nossas falhas e acertos, mas como a sua visão sobre si está se tornando consciente é comum pegarmos referência do outro sobre o que estamos vivendo. Porque o nosso comportamento inicial é achar referências menos desenvolvidas ou com falhas semelhantes a nossa e julgarmos. Seria aquela velha história: “prefiro julgar do que entender que é meu.”

Como fazer para não cair nesse processo de negação?

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Tem três forma de perceber isso: aceitar, identificar e tornar-se consciente.

Aceitar consiste em aceitar e não julgar. É deixar a pessoa fazer escolhas e entender que o problema dessa escolha é do outro e não seu. Porque se não entendemos esse aceitar, nos irritamos, pegamos a história do outro para não aceitar o nosso processo ou minimizar o seu momento.

Identificar é aquele momento em que aceitei e identifico a área da vida dessa pessoa que tenho julgado. Identifico que o que julguei é o não quis perceber na minha vida ou que uso a história do outro para não mexer no que me dói.

 A consciência aparece quando o aceitar e identificar estão reais. Passo a ter consciência do que é meu e o que é do outro, compreendo que não posso mexer e modificar a vida do outro. Preciso mexer no que reflete ou me espelho no outro que me incomoda. Quando tenho consciência disso, passo a adquirir momentos de paz e felicidade comigo mesmo.

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Quando compreendemos esse processo, percebemos que temos tantas coisas interessantes e passamos a perceber como temos outras áreas de nossas vidas, nossos gostos, sonhos, projetos. Penso que esse processo de autoconhecimento é lento inicialmente e vem carregado de negar o que se sente, mas quando ultrapassado o medo de tentar, tudo vai ficando claro. Como irei ajudar o proximo se não conseguir separar o que é meu e o que e do outro? As relações irão fluir, caso contrário, estaremos sempre atraindo conflitos para nós mesmos.

Gaste energia com que é necessário!

Felicidade e dor de viver a sua verdade!

 

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Você já teve aquela sensação de estar muito feliz com seus novos sonhos e projetos e quando menos espera vem a sociedade ou as pessoas que convivem com você e te jogam um grande balde de água fria?

Já se sentiu assim? Penso que nascemos e em toda a nossa infância somos apresentados a uma sociedade que já existe há séculos. Nascemos sem julgamentos, sem noção dessa realidade tão dura, verdadeira e boa, às vezes. Porém, no decorrer da nossa infância temos alguns mentores (pai, mãe, tio, tia ou avós). Esses, que também vivem nessa selva que é a sociedade, onde nos compõe e os transformaram, assim vamos sendo treinados, ou melhor, apresentados a um mundo bem real e sem controles, diferente do que

 Enfim, entramos nessa “roda gigante” que é a vida. Mas quando criança, olhamos para ela como algo muito mágico, lindo, perfeito, e em alguns momentos muito perigoso. Assim, acreditamos e vamos crescendo quando passamos a ter consciência dessa “roda gigante”. Entendemos que nos causa medo, raiva, amor, apego. Nos sentimos sufocados, tristes ou com culpa. Começamos a ter medo de nos jogarmos nas experiências da vida.  Enfim, chegamos a dois pontos ou percebemos muito bem os dois.  Um ponto é: “- Não estou feliz em andar nessa “roda gigante” ditada por uma cultura ora boas e ora que me gera tanta dor. Outro ponto é descobrir o que você é, viver nessa sociedade baseada na sua verdade.

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Opa! Chegamos ao “cheque mate”: O que viver? o que me faz bem? Porque sofro tentando ser o que não sou para agradar pessoas? Se escolho viver como a sociedade me dita, acabo sofrendo. Penso que o sofrimento existente, sempre haverá em qualquer uma das escolhas, porque a solução você terá que tomar ou viver e passará a ver a vida por uma das duas óticas!  Sempre estará nas suas mãos a opção de

Faça a sua escolha porque enquanto não fizer, a massa, sociedade ou a roda gigante, irá te levar para ver as imagens ditadas por ela. Porque quando não escolhemos ou não nos conhecemos o suficiente para ter clareza de escolhas, sempre aceitaremos o que a vida

Acordaaaa!

Quem tem sido seu melhor amigo?

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Como esse mês de maio vem recheado de amor, como não falar do melhor amigo e como isso acontece em nossas relações, sobre como elegê-los. Antes de entrarmos nessa relação, vamos refletir em duas perguntas:  Quem é o seu melhor amigo?  O que essa pessoa tem de especial para ser seu amigo?

Provavelmente você já pensou e listou várias pessoas. Que legal! Mas é interessante pensarmos que para definirmos nossos melhores amigos é interessante trazer essas perguntas para si. Quem é o seu principal melhor amigo?  O que essa pessoa tem de especial para ser seu amigo? Ixii! Ficou confuso? A ideia é: Como vou definir ou perceber quem são meus verdadeiros amigos se essa definição de amizade não é clara em minha mente?

O seu melhor amigo, sempre em primeiro lugar, será você mesmo! Não estou falando para sermos extremistas, só para nos observarmos. Quando olhamos para nós mesmos como um grande amigo, conseguiremos transferir para as relações uma ótica muito mais clara e talvez assim, a gente sofre menos.

Por que eu falo isso? Eu já falei em outros textos que trabalhamos por espelhamento, então escolhemos os nossos amigos ou pessoas do nosso convívio por afinidades, e, às vezes, o que vejo no outro é o meu espelho. Exemplo: se admiro uma pessoa porque ela é guerreira, determinada, comunicativa, provavelmente essas são as minhas principais características que valorizo. Normalmente, essa pessoa tem pontos a melhorar que não admiro, que podem até me irritar no outro mas que na realidade não gosto em mim. Pense em pessoas que você sente isso?

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Percebo que quando entendemos que nos relacionamos por espelhamento, temos a clareza de que precisamos ter consciência de quem é nosso primeiro e melhor amigo. Porque se você não perceber suas qualidades e pontos a melhorar, não se admires se você acabar sendo afetado pelas relações. Como fazer isso? Estando mais com você mesmo, desfrutando da sua companhia. Ria sozinho, cante alto, viva emoções, pratique esportes, se divirta e desfrute sempre.  Quando nos permitimos fazer isso, entendemos o valor de ter o nosso momento. Percebemos que os amigos que vão chegando chegam para ficar, para complementar a sua história, para crescer e amadurecer juntos. E isso serve tanto para amigos, amigas, marido/amigo, esposa/amiga e namorado (a) amiga.

É preciso que esse amor de amizade nasça em você e por você, por desfrutar da sua companhia para assim as relações serem leves. Experimente, sinta, resiginifique se for preciso. Amigos de verdade são aqueles que não te julgam e te amam dentro das suas loucuras. Esses você conta nos dedos e não preenche nem em uma mão. Então, conserve-os para sempre serem complementos, não responsáveis por esse amor!

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Aonde andam as suas intensidades na vida?

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Você tem percebido as intensidade na sua vida?  Qual área da vida ou momento você tem sido intenso? Em Alguns momentos da vida não percebemos se estamos sendo intensos, o que percebemos é que, às vezes, os resultados não são tão bons.  Quais são os resultados dessas intensidades? Pensou?

Nós acabamos sendo intensos em nossas vidas devido a falta de algo, pois onde existe excessos ou intensidades existe falta de algo. Isso pode acontecer quando você se dedica muito a um relacionamento amoroso, amizade, trabalho, festa, e no final de tudo isso acaba com a famosa “deprê”.

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Porque quando falta algo acabamos sendo intensos em algumas das situações citadas? Normalmente temos a tendência de negar o que sentimos ou, principalmente, de enfrentar a vida como tem que ser, em um processo de evolução ou crescimento pessoal. Outro fator é quando não percebemos novas possibilidades e temos a tendência de escolher o que nos dá prazer de viver, aí é que as intensidades moram. Elas são tão danadas que quando estão no lugar errado podem causar um grande estrago. Quando percebemos, já tem bastante coisa para refazer, como sentimentos para resignificar.

O ponto é que as intensidades existem para termos uma ótica de como vamos escolher. Ela também está ligada a nossa necessidade de sentir prazer.  A melhor forma de perceber ou de identificá-la é buscando ter mais contato consigo, fazer o que te faz bem, ser amigo da sua companhia. Quando praticamos isso, conseguimos organizar as intensidades na área certa, assim, nas áreas que necessitam dela para poder dar um gás em outras áreas da vida.

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Penso que a intensidade e a expectativa são amigas próximas. Quando ficam cegas e juntas geram a frustração, mas se forem compreendidas e dosadas, encontrando equilíbrio interno, estarão trazendo satisfação e aprendizado.  Só é possível se você se permitir, experimentar e perceber o que vive.  Fazendo isso, com certeza você estará no caminho de um equilíbrio interno que irá se construir na sua melhor forma. Respeite sempre o seu tempo!

Amo gente…

Recadinhos-de-amor

Amo gente que acorda com mau humor e ao longo do dia vai melhorando;

Amo gente que por mais que te magoe, ainda busca ser melhor;

Amo gente que vive confusa e no meio da sua confusão se acha, se perdendo quantas vezes for preciso;

Amo gente que odeia cachorro, gato ou qualquer coisa que dá cheiro ruim;

Amo gente que tem tanto medo, apego pela vida, que não percebe que essa jornada só está no começo;

Amo gente que se permite sentir raiva, ódio, amor, felicidade e tristeza, todos em um dia e percebe que a vida tem disso!

Amo gente que pula, grita, ri, enlouquece de alegria com um drink e acredita que a felicidade está nesses momentos;

Amo gente que vive as relações se apaixonando pelas pessoas e quando descobre não era nada daquilo;

Amo gente que tem um amor tão grande dentro de si que deseja dar ao outro e o outro nem percebe;

Amo gente que se frustra, emburra, faz birra e não consegue perceber que isso impossibilita de ver o novo;

Amo gente que através da experiência tira aprendizado e busca melhorar;

Amo gente que tem experiência contínua cometendo os mesmos erros porque acredita tanto

que isso dá certo que não ouve ninguém e continua a dar murro em faca;

Amo gente que é simples e vê a vida como algo presente e experiencial;

Amo gente que acha que a dieta, estética, cabelo novo, o corpo ideal, vai conquistar tudo;

Amo gente que se sente estrela, que é dona da verdade e orgulhosa, que não percebe;

Amo gente que através de amizades e amores busca constantemente se achar e se perder mais ainda;

Amo gente que acha que a vida é uma verdadeira passagem e vive nesse mundo achando que não é dele;

Amo gente que se emociona com tudo, que percebe nas cores da vida como é fácil ser feliz;

Amo sente que é louca por alguma ideologia, que enxerga o mundo dessa forma e é feliz;

Amo gente que vive tudo isso que falei e ainda consegue ver o melhor do outro, enquanto a sociedade nos dita que devemos ter valores, deveres e recriminar cada um na sua forma de existir.  É nessa forma de amar gente, aos nossos olhos incorretos, que fazem cada um encontrar a sua verdade.

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Amo tanto o ser humano que acredito que o seu melhor está escondido e precisa ser descoberto por si para assim viver e evoluir na sua forma e no seu tempo.

Então viva e ame-se para assim amar o outro!