Como ser verdadeiro consigo em uma sociedade tão ditadora?

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Você já teve aquela sensação de que está direcionado à sua vida e em alguns momentos perde o controle por se distrair com o algo irreal? Para entendermos, é interessante explicar as coisas: o que é “verdadeiro” e o que é “irreal”? É preciso também perceber o poder que isso tem em nossas vidas.

Verdadeiro: é a conformidade com os fatos ou a realidade, é quando respeitamos o que desejamos e buscamos ser verdadeiros com o que sentimos.

Irreal: é o que não é real, o que está fora da realidade. Quando falo irreal, digo todas as experiências como redes sociais e crenças, valores que a sociedade nos apresenta diariamente e que estamos inseridos.

Porque é tão difícil ser real, ser você mesmo nos dias de hoje?

Penso que somos constantemente inundados de momentos e desejos “irreais”. Às vezes, com a nossa realidade, são muitas informações através da internet e, sem contar, que no sistema em que vivemos é a sociedade que nos impulsiona a sermos todos iguais. Por isso, acaba se tornando difícil, pois normalmente temos desejos e sonhos contrários do que nos é ditado o tempo todo. O que nos dá a sensação de remar contra uma maré de crenças, valores, ditados há anos, séculos.

O problema desse peso que sentimos é pelo fato de não seguirmos o que desejamos! Como viver o que é verdadeiro para si em um mundo irreal que é ditado por um grande sistema de crenças?

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A verdade é que muitas vezes não queremos aceitar que esse será nosso constante desafio! Porque viver buscando, ter consciência, perceber a realidade e estar presente, às vezes é pesado, porém ninguém morreu disso! O máximo que irá acontecer é você perceber que essa etapa você não consegue lidar, ignorar tudo e continuar o seu processo sem muito crescimento pessoal.

O que nos torna seres tão belos é essa forma imperfeita. Temos uma tendência de escolher o que nos faz sofrer, que habita no irreal. Boa parte do que é ditado pela sociedade é irreal, está lá e nos é vendido diariamente como fácil, que não precisa de esforço. Pensamos que o sair, cuidar da vida do outro, se inteirar do que não alimenta a nossa essência, nos faz feliz. E até pode fazer, mas por um tempo curto.

Parece difícil no começo, mas quando você pega força para remar contra essa maré, algumas pessoas perceberão seus movimentos e serão essas pessoas que te darão força, apoio. E quando você perceber os benefícios, ahhh! Aí ninguém te segurará!

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Os benefícios em sentir-se livre, de cultura, conceitos do senso comum, da sociedade, é deixar fluir o que é o seu melhor, a sua forma real de viver consigo. A partir disso, tudo fica leve e aí você pode ter certeza de que os dias cinzas serão admirados como obra de arte aos seus olhos.

E aí, o que você vive é verdadeiro?

 

Duas formas de perceber o passado no presente: sofrendo ou com satisfação

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Quando as escolhas do passado não cabem no presente, percebemos que algo mudou? Que as escolhas do passado não tem mais espaço no hoje? Existem duas formas sobre como o passado se apresenta no presente, através do sofrimento ou da satisfação.

Sofrimento é o apego. Ocorre normalmente quando o passado está batendo na porta do presente para tentar resolver o que ficou para trás, ou seja, um acerto de contas para poder despegar e seguir. No caso de continuarmos apegados ao passado é porque você deixou algo que só pertence ao passado e ainda quer vivê-lo no presente. Bom, essas são umas das formas de que o passado nos prende, nos gera sentimentos como angustia, medo, raiva, apego, peso de não conseguir seguir. A melhor forma é buscar conversar com esse passado, entendê-lo, ressignificá-lo para você seguir em frente. Porque o sofrimento só conseguirá passar para a segunda etapa do passado, se acontecer ou houver solução do passado, como o auto-perdão, compreensão de que o que foi vivido é muito importante para você ter chegado onde chegou hoje. Quando isso acontece, aí vem a nossa amiga satisfação.

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Como viver um passado no presente com satisfação?

Quando você se permite viver, entender o seu passado, decide desapegar-se das mágoas, saudades. Você adquire uma satisfação interna de que realmente o passado está lá no passado e passa a conviver com outro sentimento: gratidão por ter vivido tudo que viveu, tem orgulho dele. O nível mais top do passado no presente é quando você usa suas histórias como aprendizado. Se você descobrir esse caminho e se permitir, acredite, o que você viver daqui pra frente lhe ensinará a encontrar a melhor resposta, com base na sua história!

Você anda sofrendo com seu passado ou está satisfeito com os resultados dele no presente?

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Apesar de vivermos constantemente esses dois momentos, você só sairá do lugar para viver a satisfação se você se permitir vivê-lo, entregá-lo para o presente como realmente um presente na sua vida. Nenhuma mudança interna acontecerá partindo do outro, a sua vida sempre será seu maior investimento. Pense e se permita!

Quais crenças têm cortado suas asas?

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Às vezes, sentimos como se faltasse fôlego para fazer algo que tanto sonhamos. Não temos coragem de seguir, sentimos que não conseguimos voar ou fazer o nosso próprio bem.  Mas o que nos falta para seguir? Isso acontece porque nos sentimos impossibilitados de ver o novo. Nos sentimos como se nossas asas estivessem curtas, nos impedindo de voar.

Quando você sentiu que suas asas pararam de crescer?

Essa tarefa parece ser muito difícil de compreender, o pensamento inicial que provavelmente você lembrará, será: Aconteceu porque me impediram de ir, fazer o que tinha vontade, de sentir, seguir.  Nesses momentos, acabamos não compreendendo porque nos sentimos dessa forma. Nossa primeira ação é achar um culpado. Se você estiver nesse pensamento, já posso lhe adiantar que culpar o outro pelo o que não deu certo só irá lhe gerar grande desconforto. Esse comportamento é comum na maioria das pessoas, porque quando culpamos algo ou alguém, tiramos de nós o peso do erro, o medo e o fato de não conseguirmos realizar algo.

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A ótima notícia é que existe um culpado e esse sempre será você, pois somos responsáveis por nossas escolhas. Porém, existe um fator que construímos no decorrer da nossa trajetória e que trazemos para todas as nossas relações, a nossa subjetividade. É nela que estão as nossas crenças e valores.

O que é Subjetividade, crenças e valores?

Subjetividade é entendida como o espaço em que vivemos e estamos inseridos, seria a relação da pessoa, do seu mundo interno com o mundo externo. Nesse processo da subjetividade, temos as crenças e valores que são resultados das nossas relações com nossos mentores, pessoas que nos criaram, com a sociedade, onde vamos construindo através de exemplos e criando a nossa forma de ver o mundo.

Agora, podemos voltar ao assunto que cortaram a nossa asa e de que a culpa não é do outro. Porque a partir do momento que construímos nossas crenças em valores, vamos lidando com as situações e oportunidades, sempre baseadas em nos nossos primeiros modelos. Eis que se não estamos conseguindo sair do lugar, nos sentimos presos. Acabamos gerando a nossa crença limitante, e essa, como já diz, nos limita, nos prende. É essa que não nos deixa voar, nos cega.

Quem foram seus modelos que hoje te prendem?

Como impedi-los de agir tão diretamente?

Caso você tenha percebido essa situação, a melhor escolha é aceitar e não colocar a culpa em ninguém, porque muitas vezes quem te apresentou o mundo acreditou que o fez da melhor forma. O único foco aqui é perceber que hoje as crenças limitantes estão lhe impedindo de voar, fazer o que tanto deseja.

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Para que isso aconteça, se permita dar um passo para si, compreender que não somos perfeitos e nem nossos mentores (pai, mãe, avós). Se você se permitir olhar por cima da crença limitante, verá muitas pessoas com exemplos muitos legais dando certo. Busque pessoas que conseguiram ultrapassar essa barreira das crenças, use a história delas como inspiração para dar o primeiro passo.

Como você tem usado o “on” e o “off” do silêncio no mundo?

 

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Você tem prestado atenção no barulho que você faz no mundo?  O quanto você tem culpado, julgado sem perceber que vivemos através de nos projetarmos no outro.

Achou confuso?

Normalmente, nos relacionamos colocando expectativas no outro, esperamos ou até projetamos no outro o que é nosso. Quando não percebemos, vamos criando um mundo fora para não termos o contato com o nosso silêncio. Às vezes, o silêncio nos assusta. E você sabe em quais momentos nós percebemos que nos assusta? Quando estamos em um elevador com um estranho, em casa sem ninguém para conversar, quando percebemos que o fato de ficar sem estar fazendo algo pode nos gerar um silêncio. Nossaaaa! Essas situações nos intrigam e incomodam muito!

Nesses momentos, buscamos constantemente estar nos relacionando com o mundo online. Simplesmente não compreendemos, apertamos o play da vida, do mundo. Somente seguimos fazendo um barulho imenso em volta, não nos ouvindo, vivendo tudo no externo. Quando falo barulho, me refiro ao quanto buscamos silenciar o nosso interior, buscamos coisas, pessoas e situações. Muitas vezes, cometemos esses lapsos porque no fundo temos medo de ficar sozinhos e ouvir “aquela” voz, mesmo que baixa, porque o barulho externo está tão alto que não ouvimos.

Dentro desses excessos, percebemos alguns sentimentos, são eles ansiedade, por ter tanta coisa externamente e ainda assim estar insatisfeito, angústia, raiva, desejo de sempre ter pessoas por perto, estar sempre em contato.

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Você tem se sentido irritado ou ansioso? O que tem lhe tirado do sério?

O caminho mais simples para você encontrar suas respostas é dar um “on” para o seu não silêncio e um “off” para o mundo. Como fazer isso?  Por que precisamos de uma dose de silêncio? Precisamos silenciar a nossa mente, nosso interior, silenciar a tv, o whatsapp, as redes sociais para a partir desse momento perceber o tipo de silêncio que você precisa. Assim, buscar meditar, relaxar ouvindo uma música, praticando um esporte, fazendo algo para você. Lendo um livro, assistindo um filme, cozinhando ou escrevendo um texto. Interessante é dar um STOP no mundo externo.

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Buscando através do silencio encontrar as respostas das perguntas que te angustia, prestigiando a sua companhia e aprendendo conviver consigo, sem ficar esperando do resto do mundo felicidade, paz. Você normalmente achará a paz ou felicidade quando encontrar o significado dela dentro de você. Para isso, é preciso de silêncio!