Sentimento DETOX do coração?

 

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Já falamos um pouco no blog sobre apego, desapego e se permitir. Penso que muitos momentos em que vivemos o que passamos nas experiências, alguns sentimentos ficam registrados. Às vezes, vem agarrados de imagens, situações e até mesmo de desafetos. Imaginamos então que tudo isso que falei ficasse alocado em nosso coração e fizesse muito mal. Que por vezes isso é tão real mas de forma figurativa, porque as emoções passam por nosso cérebro, onde configuramos em imagens, tons, cheiros e situações. Acabamos sentindo tudo isso no coração por uma questão de imaginação, mas continuamos. Quando não elaboramos, ou seja, “empurramos os sentimentos para debaixo do tapete”, acabamos gerando outros sentimentos como ódio, irritação, ansiedade, medo, apego e até angústia.

Imagina se uma pílula ou um botão pudessem fazer com que tudo o que sentimos de ruim acabasse. Bom, voltando agora a realidade, infelizmente não existem essas fórmulas milagrosas, mas existe uma outra forma que nos liberta sem dedicar-se. A única forma de curá-los e encará-los de frente é aceitando o que sentimos. Este já é um grande passo. Assim, conseguiremos acessar os nossos queridinhos sentimentos DETOX, que limpam, libertam, proporcionam leveza e varrem o nosso coração.

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Quais são os sentimentos DETOX?

Pratique o Auto perdão. Ele ocorre quando assumimos o que sentimos e compreendemos que erramos, ao invés de colocar a culpa no próximo. Quando praticamos o auto perdão, isso nos liberta da culpa de sentir e passamos a repensar o fato, nos perdoando por às vezes sentir raiva, medo, ódio ou ressentimento. Buscando resignificá-los para assim ter uma nova resposta.

Praticar o Desapego é o contrario dos sentimentos que nos amarram como a posse, o apego e o controle. O desapego só acontece quando aceitamos abrir mão desses sentimentos nos permitindo deixar a vida correr ao seu tempo. Quando nos desapegamos, nos permitimos olhar para as situações como experiência e aprendizado. Saímos da defensiva.

Ahhh, o Amor! Esse sentimento é existente em todas as nossas relações mas normalmente é mal compreendido. Apenas quando entendemos passamos a deixar ele habitar. O amor próprio, amor fraternal, esses nos auxiliam nos sentimentos de insegurança e de compreender o outro. Quando você entende que o amor pode curar ou restaurar o que te machuca, você passa a vivenciar o amor pela vida, por seus processos, pois esse desintoxica qualquer sentimento, ou melhor, multiplica e traz mais momentos únicos.

A Paz interior. Esse é o queridinho e mais desejado por todos. Ele vem com muita intensidade quando compreendemos a importância do Auto perdão, do Desapego e do Amor. Não precisa ser na ordem descrita,  você apenas tem que vivê-los. Quando isso ocorre, a paz interior habita e nos liberta nos auxiliando para a clareza de que estamos no caminho certo, o que auxilia e muito para que a paz habite ou esteja presente em sua vida e para que você conserve esses sentimentos.

Como posso praticar esses sentimentos DETOX?

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Preste atenção nas suas crenças, porque, às vezes, são elas que estão te limitando de ver o novo. Somos cercados de crenças que nos prendem e constantemente não entendemos porque nos amarramos a elas. Quando você perceber que sente algo que lhe prende, pense: No que estou pensando que está me limitando? O que estou sentindo? Pense sobre crenças, liste e tenha responsabilidade sobre o que sente. O que você pode fazer para mudá-las? Quando identificar, aceite e se questione novamente: O que posso fazer de diferente do que sinto? Quando chegar a um resposta, busque editá-la, resignificá-la. Quando aceitamos que sentimos raiva por alguém ou algo, por exemplo, passamos a olhar para ela com outros olhos de aceitação e, assim, buscamos outras respostas. Aceitando o processo, passamos a fazer o detox do nosso coração. No caso da raiva, acessamos o auto perdão e o desapego para encontrarmos o amor e ter paz interior.

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O importante é compreendermos que isso sempre será um processo de busca individual e auto percepção  e autoconhecimento que é possível para todos. A transformação inicia quando identificamos e praticamos. Quando se der conta, isso se tornará um comportamento.

Você acreditou em tudo que te falaram?

… na infância, adolescência ou vida adulta.

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Falaram que você não seria nada. Que não teria futuro, que não se formaria, que não se casaria, não teria filhos. Que você é incompetente, que não conseguira o cargo ou emprego que desejava, que era inútil, não chegaria a lugar nenhum. Que estaria fadado a ter o futuro de alguém na sua família que não deu certo. Palavras como essas, que costumamos carregar, nos geram feridas, falhas na nossa

Quantas palavras foram faladas há muito tempo e você continua carregando? Às vezes, até as utiliza ainda na sua trajetória de vida e não consegue se livrar delas. São como pedras amarradas a você. O quanto essas palavras vem pesando na sua caminhada? O quanto isso tem pesado na sua bagagem, lhe impedindo de voar ou soltar o freio de mão?

Essas palavras alimentam sentimentos de raiva quando não conseguimos nos desapegar ou esquecer das mesmas. Ainda mais porque, normalmente, elas vem das pessoas que mais amamos ou amamos um dia. Como dói! Mas tudo se tem um jeito quando desejamos mudar o que sentimos e não dar mais ouvidos a isso…

Caso você perceba que está passando por isso, o primeiro passo é parar de se esconder atrás dessa problema e buscar não se vitimizar. Não culpar o outro. Busque entender o porquê você está dando tanto valor a isso e pratique o auto perdão. Pense: por que deixamos isso ter tanto peso em nossas vidas? Por que nos apegamos a esses sentimentos?

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Bom, talvez seja uma resposta que esteja dentro de você! Mas como descobrir?

Esses processos ocorrem muitas vezes quando temos algo novo ou um desafio. Temos o hábito de buscar primeiro as referências internas e falidas, aquelas que não deram certo. Quando alguém nos fala algo que já não tínhamos certeza, gerando uma crítica, nos agarramos ao que a pessoa fala e esquecemos de todo o resto. Voltamos o caminho ou desistimos. Tudo isso por acreditar primeiro no outro e não na nossa decisão inicial.

Pense em um exercício quando isso acontecer. Se perceba e tire o foco do pensamento negativo. Passe a analisar a fala do outro. Se você sentir em seu coração que o que foi falado não tem sentido, busque outra pessoa para compartilhar, alguém que te apoie. Enquanto você não se posicionar na sua própria história, os outros farão isso e você terá que ouvir o que não gostaria. Comece a amar seu processo de autoconhecimento, sua jornada ou caminho. Acredite nas suas escolhas!

No começo parece ser muito difícil, muitos irão continuar criticando, mas faça um teste e perceba como você se sente. Evite olhar para esses questionamentos com extremismo. Procure equilibrar e filtrar o que chega até você! AME tudo que a vida te apresentar! Com certeza, você terá uma visão muito melhor sobre o que te falaram lá no passado e poderá resignifcar tudo isso.

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O quanto você tem sido turista na sua vida?

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No dia 11 de janeiro deste ano, estava indo trabalhar e, como moro em uma cidade turística, já viu, né? O trânsito existe a todo momento, independente da hora de rush. Eu estava dirigindo e pensando na vida. Na minha frente, um carro da Argentina e um casal de senhores muito calmos, seguindo o GPS.  Pensei em ficar irritada, mas lembrei que estava no início da manhã, não ia ganhar nada em me irritar. Então, comecei a olhar por outra ótica. Me coloquei no lugar deles. Pensei, fiquei refletindo sobre a situação. Quantas vezes viajamos e somos turistas em uma cidade e nos sentimos perdidos? Nossa! Como, às vezes, somos turistas em nossa própria vida.

Por que, às vezes, temos a sensação de estar tão perdidos em nossas escolhas? Porque por mais que tenhamos caminhos certos, insistimos em não usar o nosso GPS.

Mas que GPS é esse?

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 O GPS seriam as nossas experiências. Sendo elas boas ou ruins, ame as. Porque são suas e tem um valor que é somente seu. A partir daí, você sempre terá muito material para utilizar nas próximas experiências. Pare um pouco e permita-se pensar sobre como você tem vivido. O que tem feito com essas experiências? Nós mesmos temos dicas certeiras de caminhos que podem ser seguidos ou não. Repare o quanto a sua própria história lhe mostra o tempo todo o caminho certo ou a seguir.

Você tem se percebido? Tem valorizado o seu processo?

Às vezes, é difícil conseguir ter consciência de tudo que você viveu, mas é muito real e possível de acontecer. O primeiro passo, é conseguir perceber se você está vivendo o seu presente, tentando perceber as experiências. O segundo, é amar suas escolhas e tentar olhar para elas como aprendizado. E o terceiro é desapegar-se do negativo e dos sentimentos de medo e raiva.

Porque quando você passa a amar e aceitar a sua história, você começa a construir um caminho para si. Caminho este que vai te permitir se conhecer mais e mais.

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Qual a vantagem disso tudo?

Quando você se valoriza e se permite conhecer mais os caminhos do seu GPS para encontrar o que lhe motiva, você passa a fazer escolhas mais assertivas para o seu real propósito ou seu caminho.

Agora pense: Em qual momento você está na sua vida? Você está sendo turista ou já encontrou seu GPS interno?

Quando compreendermos que o presente que vivemos é muito real e que necessitamos dele e da nossa história para construir nossos caminhos, passaremos a caminhar para o nosso real propósito e o que nos motiva. Porque enquanto você for turista e estiver sem sincronização nesse GPS interno, qualquer caminho vai ser ótimo, mas não culpe a vida e as pessoas, porque a escolha de achar o melhor, sempre será de sua responsabilidade.

O que te prende?

O que faz você não soltar o freio de mão da vida?

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De ser feliz, de cantar alto, de ser você mesmo. De usar a roupa que está afim, de tomar decisões, de estar com quem ama, de mudar de emprego, de fazer e ter que refazer-se nas escolhas… A lista é grande, pode ter certeza!

Por que nos sentimos assim, presos dentro de nós mesmos e estamos em constante busca de respostas fora do nosso mundo interno?

Nossa, são grandes as dúvidas! Penso que se existem dúvidas, desconfortos, medo ou até insegurança, é porque tem alguém dentro de você desejando sair. Sair e ser você na sua essência!  Sei que é bem irritante essa briga interna, o quanto nos desgasta esse cabo de guerra entre o que é nosso e o que não é.

Caso tenha se identificado com essa questão, tem jeito e sempre terá. Porque o melhor de tudo é aceitar o que sente e compreender que muitas pessoas se sentem assim e não falam. Vivem, vivendo o que foi apresentado e não agem. Mas não existem culpados ou vilões, o interessante é entender que você sempre será responsável pelas suas escolhas. Que cada um tem seu tempo.

Imagina se fossemos um tipo de fruta, que floresce, cresce e amadurece na mesma época todos os anos. Isso é interessante devido ao sentido delas para a natureza. A nossa natureza nos permite amadurecermos no tempo certo e do jeito certo, para isso, é preciso estar consciente. Ter o estralo ou se ligar para a vida.

Você tem ideia do que te prende?

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Um dos fatores mais fortes são as crenças, sentimentos de medo, raiva, entre outros. Ah! E o apego que temos por eles. Além disso, existe também o que aprendemos por nossos mentores e que quando crescemos, percebemos que não precisamos de tudo que foi aprendido. Tem a culpa também, que aparece nesses momentos dos mentores. Nos culpamos por não querer tudo o que aprendemos quando pequenos. Pode ter certeza, nossos mentores deram o melhor e ficarão muito felizes com o nosso sucesso, independente de termos seguido ou não a cartilha.

Quando falo de algo aprendido, podemos estar resinificando, ou seja, observando esses sentimentos que geraram culpa e pensar sobre. Se fica ou não nas novas escolhas. Quais são os sentimentos ou comportamentos que geram esse desconforto? Pense sobre eles e resinifique -os…

Compreenda que quando nos permitimos e aceitamos o que sentimos, temos novas respostas, visão de caminho e, sim, isso nos liberta. Isso vai te fazer olhar para a vida e para você com uma ótica diferente.

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Vaaaaamos! O que está faltando para você se sentir livre?

O que importa é a velocidade ou a qualidade?

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Há cerca de quatro meses, venho correndo e participando de provas de corrida de rua. Desde o final de 2015, estou tentando melhorar o meu tempo, porque tenho como meta participar de provas de 10km a partir do mês de Junho de 2016. Desde então, estou fazendo fortalecimento e tentando melhorar a resistência. Eis que o vilão das corridas são as dores no joelho e não é que o danadinho começou a me incomodar quando estava partindo para um nível melhor? Como a maioria diz é Corredor: “Correr com dor”

No dia 31 de dezembro do ano passado, senti algumas dores que, dependendo da velocidade, me impedem de correr. Assim, fui encharcada por frustração e raiva. “Logo agora, que eu estava fazendo uma atividade física que ajuda tanto a me concentrar, me perceber e, melhor, a competir comigo mesma?”

Eu vinha reclamando para os colegas mais próximos da corrida e continuava nesse ciclo vicioso de achar que está tudo perdido. Até que no sábado, dia 16 deste mês, fui correr, mas usei uma estratégia diferente para distrair meus pensamentos da dor. Pensei em uma meta que foi cumprir os 5km na esteira sem foco de tempo e com velocidade bem baixa para chegar até o final. Para a minha surpresa, consegui alcançar minha meta estabelecida e meu joelho não doeu.

Porque conto essa história?

Quantas vezes na vida, aceleramos os passos, subimos a escada da vida muito rápido e esquecemos do principal, que é a qualidade ou a meta a ser cumprida?

 Quantas vezes desejamos ser melhores sem passar por todas as etapas necessárias?

 Quantas vezes passamos pela vida sem perceber o que ela está nos mostrando?

Penso que em muitos momentos em nossa trajetória, esquecemos que o que importa é chegar no final “inteiros”! Quando digo “inteiro”, falo sobre respeita nossos limites, ritmo. Sobre apreciar cada experiência e perceber o valor, o cheiro e o, melhor, já visualizando um final. O importante é chegar ao objetivo com a sensação de que você respeitou seus limites e não passou por cima de você mesmo.  Porque a briga mais real que existe será sempre entre você e você mesmo.

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Em quais momentos de desafios você priorizou a velocidade?  Quais foram os resultados?

 O que você prefere velocidade ou qualidade? Às vezes, não compreendemos que a vida nos apresenta situações frustrantes, mas que podem ser resposta para outros processos. Porque nosso primeiro comportamento é reclamar. Reclamar, brigar, achar que é uma injustiça e até mesmo xingar. Só não percebemos que quando acontecem essas situações, o nosso corpo está apenas nos avisando: “Vá com calma, devagar. Não estou conseguindo acompanhar. Vamos nos machucar!”

Caso não exista paciência, compreensão nenhuma na vida ou nas situações, a vida vai lhe apresentar claramente que você precisa parar e pensar. Independentemente da velocidade ou qualidade ser para uma corrida, tudo que vivemos reflete nos outros papeis que desempenhamos e o que não está bem resolvido em uma área, irá influenciar. Às vezes é preciso ter Fé!

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Independente do processo, é preciso acreditar no irreal. A fé será sempre a luz que irá te mover!