Realidade ou ilusão, o que você vive?

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Antes de entrar no assunto, é interessante compreendermos qual a definição de ilusão e realidade.

Realidade (do latim realitas, isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Ilusão é derivado do verbo em latim iludo, que tem o significado de divertir-se ou recrear, mas possui também o sentido de burlar, de enganar. O verbo em latim é formado pelo prefixo in e pelo verbo ludo (eu brinco).

Se formos pensar na duas palavras, as vezes não compreendemos que elas estão presentes em nosso dia a dia. A ilusão é uma grande cocriadora da nossa realidade, como a própria palavra diz “eu brinco”. O brincar com a realidade é um papel muito comum nosso, até porque a vida as vezes e muito dura, precisamos de algumas doses de ilusão.  Como aquele ditado: “melhor rir do que chorar”.  Temos o hábito de pensar sobre a nossa realidade de uma forma ilusória, através da projeção, onde sua mente projeta na realidade o que o seu inconsciente, fantasia, cria e deseja. A mente se encarrega de projetar o irreal para a realidade.

Como tudo na vida tem seu peso e medida, quando usada em excesso, pode gerar complicações. Quando esse brincar com a realidade e com o irreal se torna um hábito, passamos a viver o nosso mundo de ilusões. Chegamos ao ponto de não conseguirmos mais definir o que é a realidade que vivemos ou a ilusão que criamos para sermos supostamente felizes.

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Qual ilusão você vive?

Penso que se você se sente dessa forma, o que é mais difícil no processo é compreender que essa ilusão não está alimentando a sua vida de forma saudável. Nem tão pouco permitindo ser o que sempre desejou mas tem medo de se o que sente é verdadeiro ou não. A ilusão por vezes nos alimenta de um mundo sem problemas, de momentos em que nos cegamos, tudo isso para não perceber os nossos erros. Dependendo da ilusão que criamos ou vivemos em nossa vida, isso nos sustenta , alimenta mas não satisfaz, gera inquietação. Acaba gerando tantas armadilhas para nós mesmos, que fica difícil entender o que realmente é nosso desejo real ou fruto da nossa ilusão.

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Como identificá-la?

É muito comum não percebermos, porque quando estamos envolvidos por essas ilusões, criamos formas surreais para defendê-las e justifica-las para as pessoas. Quanto maior a sua energia para proteger essa ilusão, maior será o seu cansaço, desânimo ou Insatisfação. Outro sintoma real é culpar os outros ou as situações pela falta de sucesso. Normalmente os verdadeiros amigos ou pessoas que te amam de verdade, se afastam porque não tem mais espaço para elas e essas percebem que não conseguem ter mais voz. Mas como a vida é um momento e você tem o livre arbítrio de mudá-la se te incomodar ou não. Se te gera desconforto e você percebe que tem algo de errado, ótimo! Esse é o momento para reprogramar  novas respostas.

A melhor maneira é tentar se perceber. Como fazer isso? Seja franco consigo! As escolhas que você tem feito são reais e estão lhe trazendo satisfação? Você está feliz com suas escolhas? Quando saímos dessa ilusão, parece que estávamos dormindo enquanto a vida passava.
Se você já percebeu alguma coisa, o interessante é aceitar que todo mundo passa por isso. Ame o seu processo de busca e tenha gratidão pro ter vivido e percebido, pois a vida está lhe dando um momento consciente para retomar a sua jornada!

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O que esperar quando não se espera?

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Talvez você já tenho sido convidado por um amigo ou alguém próximo para um evento e você foi por consideração, mas não estava nem um pouco afim. Quando chegou lá, a festa voou, você viveu momentos incríveis e amou ter ido.  Bom, talvez se você ficasse esperando tudo daquela festa, ela não seria nem metade do que foi. Isso porque quando não esperamos nada, tudo acontece… As vezes é preciso entregar-se ao momento para pode vir o novo. Aquietar o coração e deixar tudo correr.

Isso é muito comum acontecer quando temos inúmeros planos, projetos, metas e sonhos. Nós mentalizamos e não vemos a hora de realizarmos.
Para continuarmos o ano com o “pé direito”, o interessante é entender o valor da entrega. O valor de desapegar-se de hábitos antigos para vivenciar o momento certo.

Em alguns momentos nós estamos tão preocupados em conquistar tudo para ontem que não percebemos que tudo tem seu tempo certo. Quando não se compreende o tempo da espera, quando acontece, vem da forma menos planejada, ou seja, de qualquer forma.

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Você lembra de alguma situação em que você não esperou? Quais foram os resultados?

Se nos permitimos por inteiro em um sonho, estamos plantando no presente. Acabamos nos ocupando com a caminhada para chegar ao objetivo. Porque esperar o que não se espera, só acontece quando nos permitimos viver o agora e entregar a chave ao universo para que cuide dele. Ah! E entregar no momento certo. Porque assim, você irá usufruir da melhor forma e com consciência, experimentará por um bom período a felicidade de realizar.

A melhor forma é identificar se está sendo real a felicidade de cumprir algo que tanto esperou. Quando isso ocorre você não vive e passa, simplesmente usufrui de alguns momentos.

Pense em momentos em que você não esperou o tempo certo… O que você precisa fazer para ter resultados diferentes?

Talvez a sua resposta seja o início da espera ou de compreender que existem momentos em que só o tempo pode responder! Que o não esperar é confiar nas suas escolhas, ter consciência que o que é certo foi feito.
Compreender que sempre existirá situações e que só a vida se encarrega de entregar com o laço!

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O lado bom da Crise

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Sabemos que o ano de 2015 foi pesado referente a crise. Tivemos que nos adaptar, apertar, segurar e entender as mudanças ocorridas. Compreendo que foi difícil para cada um da sua forma, e essa é a intenção de falar da “crise” agora quando em um ano inteiro falamos sobre ela. Que tal fazer desse 2016 um ano de oportunidades? Ele só está começando!

O real objetivo é não achar culpados para a crise e, sim, soluções para si mesmo.  Normalmente nos relacionamos por projeção, que é o mecanismo pelo qual o indivíduo projeta inconscientemente fora de si o que experimenta em si mesmo. Quando percebemos no outro alguma característica que gostamos ou não gostamos, acabamos gerando sentimentos internamente, que podem ser bons ou ruins. Esses sentimentos positivos ou negativos, são nossos, porque só reconhecemos no outro o que temos, e não gostamos no outro o que não percebemos em nós mesmos. Quando vivemos situações ou nos relacionamos, ficamos irritados ou indignados provavelmente por sua forma de progetar-se.

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Mas o que a crise tem a ver? Podemos pensar nessas perguntas para tentar entender. O que mais me irrita nessa crise? Qual a relevância desses sentimentos na minha vida?

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Porque nós só percebemos os problemas, erros e crises dos outros, e isso nos irrita muito.
Seria o momento de usarmos essa crise de fora para olharmos para as nossas crises internas. Sabe aquele momento em que o universo está nos dando um belo feedback para tentarmos ressignificar? É isso que acontece, tudo devido a nossa raiva, submissão, falta de administrar a nossa história ou de quantas vezes fomos impunes com a gente, quantas vezes fingimos nao ver o erro para benefício do outro.

Talvez seja momento de mudar a ótica? Olhar para si mesmo?

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Que tal nos permitirmos nesses momentos de caos, compreender ou observar o que nos motiva, nos faz ter ânimo? Que podemos pensar diferente do que está nos sendo apresentado e criar novas respostas.
Este ano é o momento de fazer escolhas conscientes, reais e repensar para conseguir perceber o que está nas entrelinhas da vida.

O que você tem feito para mudar a sua situação?

Reflita sobre o que vem acontecendo a sua volta e qual a melhor maneira de resolver. Quem sabe possa ser encarando os acontecimentos de frente e se responsabilizando pela suas escolhas.

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Por que as vezes não percebemos a ponta do nosso iceberg?

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Talvez você já tenha ouvido essa expressão: “E a ponta do iceberg?”, ou  mesmo alguém comentando que as vezes só vemos a superfície das pessoas, que existe muito mais sobre ela… No senso comum, seria quando relatamos algum comportamento de alguém que nos incomoda e só estamos vendo a superfície, aquele que a causa normalmente não está tão
consciente em nossa mente.

Por que, as vezes, fingimos não compreender a nossa estrutura?

Em alguns momentos, temos o hábito de pontuar o que o outro faz, só não percebemos que estamos falando de nós mesmos. O que é mais interessante nesse “ditado ou expressão” é que quando chegamos no limite, é muito comum sentirmos irritação, ansiedade e raiva. Comportamentos que nos geram insatisfação sem percebermos. Neste caso seria essa a “ponta do iceberg”

Mas como entender isso? Quando sei que cheguei ao meu limite?
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Acreditamos no que queremos ver, ou seja, o que a nossa mente projeta. Criamos relações baseadas em nossas experiências, realidade ou ilusão. Buscamos relações, pessoas ou amizades, que sustentem o nosso mundo interno vivendo um mundo externo que acreditamos ser real.
Não percebemos que nessa trajetória entregamos para o outro a nossa responsabilidade, assim a expectativa acaba nos gerando algumas insatisfações. Quando não compreendermos essa situação é que aparece a ansiedade, impaciência por não compreender porque nos comportamos de tal forma.

Bom essa seria a ponta do iceberg, a insatisfação.

Por que ela ocorre? O que alimenta esse bicho? Como ele sobrevive e se reproduz internamente?

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Sabe o que é mais curioso? Ele se cria dentro da nossa mente que, normalmente, acaba sendo sustentada por nossos sentimentos e inseguranças. As vezes vem acompanhado de doses de medo, costuma aparecer quando não conseguimos mudar ou sair da zona de conforto.
Toda insatisfação tem um fundamento que seria a não realização, quando deixamos de ver a raiz do nosso processo. Quando identificada, se torna real. O consciente facilita o processo, mas é preciso gerar autoquestionamentos e perguntas.

Por que ficamos insatisfeitos com algumas situações?

É interessante investigar porque o que aparece em nossos comportamentos são crenças, situações de apego em que ficamos amarrados nos impossibilitando de viver o novo. Se você se sente insatisfeito com algum processo ou escolha, esse pode ser o início do “ice berg”. Como você irá descobrir a dimensão dele se não se permitir?
Busque dentro de você as respostas!

Qual é a sua escolha? Perceber a sua dimensão ou não perceber?