Desejamos autoconhecimento, mas não acolhemos nossas diferenças

Você se pergunta: como assim somos diferentes? Você já teve ou vive um dilema interno de buscar ser igual a alguém? Talvez porque você não gosta muito do seu jeito e acaba se iludindo que fulano ou ciclano estão agindo de um jeito que seria o ideal. Temos grandes vilões nesse processo de autoconhecimento, sempre busco incentivar nos meus textos a geração de consciência e auto percepção nesse processo de desenvolvimento pessoal. Passamos diariamente por grandes desafios que nos bloqueiam e impedem de amar nossas diferenças.

daniel-h-tong-264918_Easy-Resize.com

– O social, esse que estamos inseridos e que vem permeado de comparações, padrões de como devemos ser, ter e fazer. Trazem fórmulas “perfeitas” de como ser alguém igual aos padrões ditados de beleza e social. Busca trazer uma zona se normalidade, ou seja, para ser feliz precisa ser igual a alguém. Somos tão diferentes um do outro, que tentamos a todo tempo desvalorizar nosso jeito para ser algo idealizado e influenciado.

– Idealizações, também conhecida como a tal da expectativa. O social cria e a nossa mente idealiza esse padrão, onde todos precisamos ser iguais e só assim seremos bem desenvolvidas. Talvez você acredite que precise ter algo material ou físico para ser alguém amado.

david-charles-schuett-363769_Easy-Resize.com

Esses motivos são combustíveis que nos impossibilitam de perceber nossas diferenças, aquelas que existem para fazer a diferença no mundo. Estamos colocando diariamente nossos julgamentos por gênero ou mesmo cores, para justificar a nossa indiferença de não reconhecer o quanto somos distintos. Essa intolerância contra o outro, é pura falta de compreensão interna.

rawpixel-com-442650_Easy-Resize.com

Vamos refletir junto: O que você tem de diferente que pode trazer para fora e expor nas suas relações? O que você tanto esconde de si mesmo? Esconde tanto, que ás vezes até esquece que isso te configura. Pense aí, liste quais são seus diferenciais. Porque as pessoas escolhem estar ao seu lado? Peça feedbacks para pessoas que você confia e ouça-os, tantos os positivos quanto os negativos, sem buscar justificativas. Essas percepções são grandes auxiliadoras no seu autoconhecimento. Se permita acolher suas diferenças, ame-as, busque desenvolvê-las e se perceba nelas. Quanto mais você se aproximar da sua verdade, mais você irá compreender o quão belo você é. Dê o primeiro passo e rompa com as suas crenças, o seu social e as suas idealizações, busque por menos fantasia e mais realidade no seu dia a dia. Crescer exige coragem para encarar suas verdades. Bora fazer a diferença!

Mãe em construção = casal em constante construção

Filhos trazem um renovo na vida e sim, nos migram para uma nova fase. Deixamos de ser um casal e nos tornamos uma família, ou seja, uma tríade. Não mais uma dupla e sim, um trio. Para essa tríade funcionar dentro de um lindo caos de amor, que é a maternidade, existe um dilema diário para a relação a dois. Parece que a comunicação se perde, as horas sem ter o que fazer ficam tão lotadas de afazeres que nem sobra mais tempo para a gente, como casal. Filhos, além de trazerem esse novo sentido, trazem uma dose enorme de medo, angústia, escassez de paciência com o companheiro (a) e a tal da falta de liberdade.

haley-powers-370171_Easy-Resize.com

O melhor de tudo isso é o amor, vem agarradinho nesses novos desafios. E ele está ali, mesmo no meio do caos dos diálogos, ajustes, as brigas e desacordos. Nós conseguimos achar o amor quando permitimos nos transformar para achar esse novo sentido de família. Nesse reconhecimento, assumimos que as brigas fazem parte do processo, são os ajustes e desacordos, que atualizam e levam a seguir em frente com uma relação a três.

jonathan-daniels-385131_Easy-Resize.com

Os filhos viram nossa vida de cabeça para baixo e por muitos momentos você até curte essa bagunça, se irrita, tenta arrumar e quase sempre não dá certo. De repente tudo desandou entre o casal, existe um ciclo onde é preciso reconhecer os lados e falar o que não está legal. Apesar de tudo isso, você espera o final do dia para sua cria dormir e assim, vocês terem tempo de dar um abraço no outro, reconhecer que está difícil, mas que vocês irão passar por mais essa transformação como família. Para que uma relação a três funcione é preciso aceitar os desafios, abrir mão do nosso orgulho interno e egoísmo doí.

accf9514-30b1-401d-af52-b6c755e69f10_Easy-Resize.com

Lembre-se que os desacordos nos fortalecem, agora a nossa motivação tem nome, sobrenome, cor, cheiro, sorrisos largos e se chama Filha. Ela nos ensina todos os dias, então bora seguir essas relações que nos transformam!

 

É necessário reconhecer que errou para seguir em frente!

Quanto você tem se limitado? Você tem reconhecido todo seu esforço até aqui?  Esse é um assunto delicado, não é fácil pensar sobre os limites, os reconhecimentos e os erros. O primeiro passo nesse processo é procurar culpados, o responsável por ter feito a sua vida parar ou não andar tão depressa. O que dificulta nesse andar, no caminhar da vida, é compreender que a tal pedra, quem coloca somos nós mesmos.

max-kaharlytskyi-478964_Easy-Resize.com

O errar está no detalhe de reconhecer que nos equivocamos, em julgar nossa própria falha.  Sim, errar doí e aprender a reconhecer um erro é quase um processo de “agressão “interna. Nós somos apresentados a um orgulho desnecessário e acabamos ferindo nosso íntimo.

29a6289f-91ea-463d-8435-6629335f25aa_Easy-Resize.com

 

Ao olhar para nosso aprendizado e reconhecer o que vivenciamos, percebemos que foi preciso as circunstâncias acontecerem para nascer uma linda flor interna. O reconhecimento abre a porta para seguir em frente e passar para próxima fase dos seus sonhos, projetos, ou seja, a vida. Precisamos aceitar nossas falhas como belos ajustes, desapegar de crenças e valores, os nossos limitantes. E onde se encontra um lugar de descarte disso? Ninguém inventou isso ainda. Hoje, nosso maior desafio no autodesenvolvimento é fugir da ideia de que uma vida plena, “perfeita”, está em um padrão social.

ian-froome-367862_Easy-Resize.com

É preciso reconhecer que errou, ou seja, aceitar internamente, mesmo que essas escolhas não façam sentido no futuro. Se a vida se encarregou de trocar a rota, dê a oportunidade de reconhecer e siga em frente. Não se apegue ao negativo, mas no que a vida tem te proporcionado para se reinventar e ressignificar. Sacode essa poeira aí, por que talvez, o que tem te limitado é essa falta reconhecimento pela pessoa que caminhou até aqui, mesmo com todas as imperfeições. É preciso errar para um dia acertar, em uma escolha, sonho, projeto ou objetivo.

Sacode essa poeira aí!

O ano está acabando, será que alguém anotou a placa desse 2017?

Final de ano e ninguém se sente dessa forma. Isso faz sentido para você?  Sempre tem alguém dizendo que os dias voaram, que a vida passou e nem percebeu. Penso que os anos estão passando em um flash, tão rápido quanto o vai e vem das informações. É preciso, sim, pensar sobre esse ano que passou. Você já pensou? Refez aquelas metas, sonhos ou ainda não deu tempo? Já é final de dezembro, mas ainda dá tempo.

1_Easy-Resize.com

Acredito, que nós amamos deixar tudo para a última hora, mesmo esse repensar. Mas afinal, porque isso é necessário? Ao repensar o nosso ano reconhecemos, nossos desafios, acertos, erros e aprendizados. Damos espaço para esse novo entrar.

2_Easy-Resize.com (2)

Quando ano vira, não existe um passe de mágica que apague o ano anterior. Temos a ilusão de achar que a vida vira juntamente com ano, e viram as oportunidades. Acredite, temos um novo ciclo de 12 oportunidades chamando para vida, para ação, para o novo, mas mesmo diante das oportunidades é preciso planejarmos. Pense nesse replanejamento, mas não esqueça de reconhecer internamente esse 2017, mesmo cheio de idas e vindas.

3_Easy-Resize.com

 

Ano novo, cheio de novas oportunidades, aprenda a viver um dia de cada vez e, quando necessário, coloque o freio no caminhão da vida. Veja o presente dela passar! Repense seus projetos, metas e sonhos. Coloque um prazo para tentar realiza-los, mas não esqueça que atrás dessas definições existe alguém cheio de dilemas internos para enfrentar. Os seus desafios é você quem cria, o externo está aí para lhe dar sentido de tempo e realização. O que desejo para seu novo ano é que você possa a cada dia se reconhecer mais e mais dentro da sua verdade, transforme-se e atualize-se diariamente para reconhecer os sentidos dos seus sonhos e projetos. Que nessa forma de viver, a vida te abrace nas suas escolhas e você se reconheça na sua história. Bora viver esse 2018!

Orgulho, idealizações ou julgamentos. Quais deles ainda prendem você?

Sentimentos conhecidos do nosso dia a dia, mesmo que ás vezes você tente esconder eles existem sim, de forma muito real dentro da gente. Podem aparecer separados ou em combo de trio e quando eles se unem, é bom se preparar.

abigail-keenan-27295_Easy-Resize.com

Vamos iniciar pelo significado de cada um:

Idealização: Já falamos sobre ela aqui, seria um modo mental que criamos para um objetivo, um amor. Nós criamos algo e desejamos que chegue a perfeição. O mais comum de acontecer é de não alcançarmos essas idealizações, e então nos frustramos. Muitas vezes nos cegamos em não perceber essas idealizações, e trazemos o orgulho para perto.

alex-boyd-262019_Easy-Resize.com

O orgulho nos inibe de seguir, insistimos em nos agarrar nele para não sair do lugar, ele machuca, corrói, nos paralisa. Não precisa de muito para dar o start da paralisação, uma boa dose de crenças limitantes já é o suficiente. Há momentos que esses estados de orgulho vêm cheios de julgamentos, tanto para com as situações, por estarmos ofendidos, quanto a nós mesmos, por não conseguirmos realizar algo. Julgamento interno é o nosso maior desafio diário, e muito comum. Estamos constantemente buscando referência nas nossas crenças, muito antes de nos relacionarmos com nós mesmos ou com as pessoas. Acabamos nos prendendo nos julgamentos.

E agora, o que fazer com essas informações?

Você se identificou em algum desses momentos?  Se você lembrou de algum fato, então segura esse momento aí com você e faça uma avaliação interna. Como?

danka-peter-469 (1)_Easy-Resize.com

Se pergunte: Por que está nesse estado emocional? O que lhe prendeu até agora?  Primeiro de tudo não se julgue, aceite e ame o que está vindo na sua consciência, avalie a situação e busque compreender de onde ela surgiu. Pode ter certeza, esses sentimentos que nós criamos e geramos internamente existem, mas a compreensão da situação sempre será sua. Assuma a responsabilidade interna das suas escolhas, não responsabilize as pessoas. Nós permitimos o que entra e o que fica dentro da gente. Quanto mais trazemos para a nossa consciência esses sentimentos, mais geramos autoconsciência. Permita se olhar para você com calma, para que tudo isso aconteça.

Mãe em construção: Aprendi

Aprendi que precisamos de nove meses para nos encontrar, vivi cada um deles lentamente dentro de mim, para ao final, olhar nos seus olhinhos. Apesar de tudo que imaginei, sem nunca ter visto seu rosto, você veio como pedi intimamente para o nosso Papai do Céu.

2_Easy-Resize.com (1)

Aprendi que tudo que criei internamente sobre como seria quando você chegasse após esses nove meses, cai por água abaixo. Aprendi que idealizei, criei expectativa, tentava te ver nos meus sonhos, mas sim, foram só idealizações. Quando você chegou, aprendi que só mesmo a realidade descrevia o que era te ter nos meus braços, passava longe daquelas da minha imaginação. Foi então que eu aprendi a parar de idealizar como você tem que ser, só assim fica mais fácil de lidar com a realidade que por vezes dói.

kelly-sikkema-311127_Easy-Resize.com

Aprendi que, por mais doa, essa realidade transforma os nossos dias para algo verdadeiro sobre mim mesma. Aprendi que você trouxe consigo a chave do presente, se não tiver presente com você, não há transformação para nós duas. Aprendi que existe um desafio diário entre equilibrar a minha vida e essa mãe que está sendo construída.  Aprendi que sim, nós estamos misturadas uma na outra, em alguns momentos preciso ver você e em outros ver eu, mas confesso que isso é muito difícil. Afinal, eu aprendi a ter você só para mim por nove meses, e agora?

picsea-357049_Easy-Resize.com

Aprendi que precisamos permanecer nessa mistura ainda e quanto mais você se desenvolve mais vamos nos desprendendo uma da outra. Tento compreender que é necessário que ambas cresçamos como indivíduo. Sim, isso é preciso para nos desprendermos e conhecermos nossos mundos. Aprendi que temos tempo, mas não tanto tempo assim, os prazos estão sempre apertados, por isso aprendi a viver nossos momentos como únicos. Registro na memória essas vivências que jamais voltarão. Tenho aprendido a desacelerar para poder nos perceber, porque como todos falam, é só uma fase e vai passar. Isso deve ser feito dia após dia, sem idealizar em como seremos lá no futuro. Afinal, por que pressa se estamos nos construindo hoje?

Para o nosso próprio bem, devemos viver cada dia nos construindo, para assim, nos acharmos em nós mesmas.

caroline-hernandez-219453_Easy-Resize.com

Somente vivendo para saber que mãe serei, e você, que filha será. Aprendi a ver o amor nos detalhes, realidades, nessas formas diversas de amar, nas entrelinhas dos nossos dias. E eu, continuo aprendendo…

Pare de culpar a sua infância ou seu passado por aquilo que você vive hoje

Sempre ouvimos a história de que seu passado lhe condena ou de que seus traumas vêm desde a infância. Dentro da Psicologia existem algumas teorias que explicam o porquê disso. Acredito que é sempre válido compreender esses processos, mas existe uma diferença entre compreender o que houve e utilizar esse fato para se culpar do que você se tornou hoje.

roman-kraft-60298 (1)

Normalmente, esses fatos vêm acompanhados de sentimentos como medos, angústias, negligência e traumas que referimos aos nossos cuidadores. Como seria se tivessem agido diferente?  Que pessoa eu teria me tornado se meus cuidadores tivessem feito de outra forma? A partir disso, passamos a viver nesse ciclo de culpa, tanto para nós mesmos quanto para essas pessoas que amamos. Sim, dói não saber como amar uma pessoa que acreditamos que teriam que fazer o certo por nós. Onde foi que nós ou nossos cuidadores se perderam nesse processo de culpa?

ariel-lustre-265961 (1)_Easy-Resize.com

Hoje, construindo e vivendo diariamente o meu papel de mãe, compreendo os “erros dos meus cuidadores”, do meu pai e da minha mãe.  Eles fizeram tudo que podiam e hoje agradeço pelos “erros”. Nossos pais não tinham a informação que temos hoje, não tiveram uma educação de amor e afeto expressivo, o tempo e a evolução deles foram diferentes. Nos deram o que podiam dar, onde o amor reinava de forma diferente.  A luta para dar uma qualidade no estudo, uma comida boa, um passeio, deixar você com o irmão mais velho para poder trabalhar. Qual é o tipo desse amor que você recebeu? Então sim, nos tornamos adultos e temos muita dificuldade de acharmos o nosso eu, definir a nossa identidade. Olhamos para o presente e acabamos no culpando se tivesse sido diferente, e se…. Bom o que dizer!

london-scout-41032_Easy-Resize.com

Digo que existe uma diferença em como você vai se relacionar com essa culpa. As fotos do passado ou da infância servem como fatos, experiências, não se esconda atrás disso para justificar a sua forma de hoje. Encare a sua culpa, dor, realidade, ame os que fizeram de tudo para você existir. Se você chegou onde chegou, foi porque você escolheu estar onde está, liberte-se desse status de vítima ou de culpa. Olhe para tudo isso com amor e sim, siga vivendo e descobrindo suas verdades.  Acredite que as nossas gerações estão aqui para evoluir, desenvolver e chegar o mais próximo da sua verdade interior. Se liberte desses monstros internos, desse social que insiste em te enquadrar em um padrão, busque a sua verdade. Para isso é preciso perdoar quem mais lhe amou nesse mundo. Eles erraram em alguns pontos, mas acredite, estavam desejando acertar porque sempre nos amaram. Agradeça pelos erros, foram eles que te trouxeram até aqui!

Quando parar na zona de conforto?

Existem inúmeros textos, reflexões ou frases que falam da tal zona de conforto e nos encorajam a sair dela. Acredito que esse lugar é bom para descansar e por um tempo curto, somente para observar a vida e seguir para o próximo passo. Já pensou nisso?  Por que amamos ficar na zona de conforto? Qual motivo de você estar estacionada? O que esse momento te representa?

allef-vinicius-241514

Pensando nesses questionamentos, nós vamos falar dos prós e contras dessa tal zona de conforto. Ela é um lugar interno que encontramos para descansarmos ou estacionar a vida. Não buscamos outros sentidos, é um momento que paramos de lutar por algo, porque conquistamos, cansamos. Ás vezes a escolha é não ter uma e ficar ali, parado, olhando o mundo. Acredito que a escolha de seguir ou não tem todo o seu valor. Independente das decisões, você as tomou por algum motivo, seja por medo, ansiedade, cansaço, por não ter coragem ou não saber mesmo o que fazer.

allef-vinicius-180699

Nesse ponto, é preciso se perguntar: por que estou aqui? O que estou ganhando com isso? Fazer aquela famosa lista de prós e contras por estar onde está. O fato para na zona de conforto e perceber que você está nela, faz toda diferença.

rawpixel-com-384890

O que importa é você ter consciência de onde está e encarar a sua verdade, mesmo que doa. Acolha o que você encontrou nessa zona de conforto, ame e busque sair ou ficar nela. Assuma o que sente, e siga, na sua forma, no seu ritmo, aos poucos você sairá desse estado. Deixe de lado os julgamentos por não ter feito isso ou aquilo, desapegue dessa culpa, encontre algo que te motivou sair e pegue esse impulso, encare a vida de peito aberto. Para nos desenvolvermos é preciso sair da zona de conforto, afinal, água parada não desenvolve. É com o movimento que o universo nos apresenta outros mundos. Esse passará a ser um momento de descanso para o próximo passo! Permita-se!

Por que nos apegamos aos detalhes na hora de viver?

Viver consiste em desapegar, no sentido da palavra mesmo. Falar para desapegar dos detalhes é um pouco contrário do que muitos dizem por aí. Se a vida está nos detalhes, por que desapegar deles?

christopher-windus-92825

Quando me refiro aos detalhes, eles são aqueles que nos prendem e nos impedem de seguir ou realizar algo. Normalmente, eles estão nas crenças limitantes que acabamos criando para nos apegar e justificar o medo de seguir em frente ou de viver. O que seria esse viver?  Pode ser desde um sonho, projeto ou até mesmo de encontrar a sua verdade.

aaron-birch-230237

Muitas vezes essas crenças vêm agarradinhas em histórias do passado, situações que te impedem de se perceber. Onde aprendemos essas crenças? No dia-a-dia das nossas relações, desde de pequenos vamos cultivando, nos identificando e guardando dentro do nosso coração. Quem nos apresenta a elas? Somo apresentados no social e nas nossas relações, através dos nossos mentores, os pais e avós. Normalmente deixamos de perceber o quanto nos apegamos a esses detalhes e de que eles estão nos impedindo de seguir, nos prendendo. A decisão desse apego sempre será sua, na maioria das vezes passamos a usar esses detalhes para justificar o por que as coisas não acontecem. Nos escondemos atrás desses motivos. Você já se encontrou em algum desses momentos? Percebeu se você tem se apegado aos detalhes? Eles estão lhe impedindo?

meireles-neto-403451

O lado bom é que quando percebemos e compreendemos, passamos a desapegar desse detalhe e tudo flui, o universo dá uma mãozinha para acontecer. Detalhes que fazem a diferença entre se apegar e desapegar. Boa parte desse momentos estão em se libertar para viver o novo de cada dia, tornando esse viver a cada vez mais consciente. Então sacode a poeira e bora viver, afinal, a vida está cheia de detalhes bons para se viver. Não se apegue a eles e crie raízes, mas se liberte e deixe fluir. Não esqueça que isso só depende de você!

Mãe em construção: Não julgue uma mãe

Desde que embarquei nessa história de maternidade, me deparo com milhares de dicas, isso já acontecia mesmo no período da gestação. No começo é gostoso de ouvir, mas depois que o seu bebê nasce fica difícil lidar com tantos julgamento e dicas. Sabe por que isso pesa? Porque essa mãe acabou de nascer junto com esse bebê, sim, ela carrega com um pacote de culpa gigante e um ainda maior de amor. Para a mãe há essas duas polaridades: ela precisa lidar com todos os valores e crenças de um social que construiu e ainda dar conta da emoção desse momento. O corpo que muda e o convívio com o bebê, que não encontra aquele amor infinito logo de cara. Passa um mês e logo chega o segundo, as coisas começaram a se ajustar para algumas mães, se tem uma rede de apoio que não julga.  E quando essa mãe reclama do peso desse amor? Ás vezes ela não encontra de primeira e lá vem o pacote de culpa que está em todas as entre linhas. Culpa por não conseguir dar o peito, ou por conseguir e ainda sim ser difícil, culpa por não entender os choros descontrolados, por dar remédios, por medo de não dar conta e por ai vai, eles só aumentam.

bruno-nascimento-255699

Quando encontrar essa mãe recém-nascida, acolha, olhe, pergunte como ela se sente, ao invés de julgar. Existem aqueles porquês já são comuns de ouvir:

– Por que não está dando o peito de três em três horas?

– Por que esse bebe mama demais e seu leite é fraco?

– Por que não deu formula ainda?

– Por que você não trocou quando acordou?

– Por que você esqueceu de colocar a mamadeira ou o bico na bolsa?

– Por que esse bebê chora demais?

– Por que essa criança não chupa bico?

– Por que você está muito estressada?

– Por que você não estava preparada para ter esse bebê?

– Por que você não entende que o conhecimento antigo sempre deu certo?

– Por que você precisa dar chá?

dakota-corbin-243775

Sabe por que é tão fácil julgar ou não entender o outro? Porque nesses momentos, as pessoas que trazem essas dicas ou sugestões estão vendo a sua própria experiência, elas desejam ajudar, mas esquecem que antes de tudo é preciso olhar para essa mãe. Os tempos mudam, as informações circulam em todos os cantos da vida, e esquecemos do mais primordial: a necessidade de olhar para as pessoas de forma humana. É compreender que esse alguém acabou de passar por um processo intenso e está tentando arduamente lidar com essas transições.

2c910c73-d15d-4f6f-971b-e0f0bf1c33a7

Acolha essa mãe e diga: sim é difícil! Sabe porque muitas mães se escondem nas suas culpas? Porque morrem de medo de se sentir ainda mais culpadas nos momentos que falam algo do bebê: “Como ele é muito difícil, chora demais e não dorme”.  Ela só está tentando verbalizar uma angústia, é o desejo de ser ouvida e compreendida. Então, se você já é mãe e tem alguém assim, não julgue, e se você nem passou por esse processo, acolha, não julgue. A gente só entende mesmo, quando for passar. Tudo na vida requer experiência da realidade para compreender o sentimento. O que lemos ou ouvimos não chega nem perto do que é viver a experiência do presente.